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Faça a Coisa Certa (Do the Right Thing) |
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- Sinopse
Sal (Danny Aiello), um ítalo-americano, é dono de uma pizzaria em Bedford-Stuyvesant, Brooklyn, (lá também há um armazém cujos donos são coreanos). Com predominância de negros e latinos, é uma das áreas mais pobres de Nova York. Sal é um cara boa praça, que comanda a pizzaria juntamente com Vito (Richard Edson) e Pino (John Turturro), seus filhos, além de ser ajudado por Mookie (Spike Lee), um funcionário. Sal cultua decorar seu estabelecimento com fotografias de ídolos ítalo-americanos dos esportes e do cinema, o que desagrada sua freguesia. No dia mais quente do ano, Buggin' Out (Giancarlo Esposito), o ativista local, vai até lá para comer uma fatia de pizza e se desentende com Sal por não existirem negros na "Parede da Fama" dele. Sal retruca dizendo que esta parede é só para ítalo-americanos e se Buggin' Out quer ver fotos dos "irmãos" que abra sua própria pizzaria. Notando que não vê nenhum italiano para proteger Sal, Buggin passa o resto do dia tentando organizar um boicote contra a pizzaria. Este incidente trivial é o ponto de partida para um efeito dominó, que vai gerar vários problemas. Um desentendimento com Mookie o leva a enfrentar uma série de mal-entendidos, que resultam em pancadaria. A polícia chega ao local e acaba matando um dos fregueses, transformando a confusão em tragédia.
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- Informações Técnicas
Título no Brasil:
Faça a Coisa Certa Título Original:
Do the Right Thing País de Origem:
EUA Gênero:
Drama Tempo de Duração: 120 minutos Ano de Lançamento:
1989 Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Direção:
Spike Lee
- Elenco
Danny Aiello .... Sal Ossie Davis .... Da Mayor » Ver todo o Elenco...
- Trilha Sonora
- Imagens do Filme

- Trailers
- Comentários
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16/08/2007 Por: Fabiana | | Muito bom! Desfaz a imagem tão americanizada que temos hoje, sem perder o humor e a alegria daquela periferia agitada! Bom filme a todos! |
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22/08/2007 Por: Vanessa | | No filme Faça a Coisa Certa, a questão central do título se apresenta quase no fim, quando a personagem Mookie faz uma escolha. Se era a mais adequada ou não, é uma questão de opinião, mas as conseqüências da decisão que ele toma tornam-se incontroláveis. O enredo é baseado no preconceito não só de brancos contra negros, mas vice-versa também. O autor tenta expressar, segundo o seu próprio ponto de vista, o que é o racismo. Sendo o título do filme "Faça a coisa certa", pressupõe-se que o autor irá sempre incentivar que as personagens façam a coisa certa. Mas, não é bem isso que acontece. Segundo o autor, a coisa certa, de fato, era a destruição, confusão, caos. Sem contar o total preconceito de Spike Lee ao estabelecer uma divisão entre o negro x as outras raças. |
| 3 |
26/10/2007 Por: Eduardo de Lima Teles | | Spike Lee, sem dúvida, é um apaixonado pela sétima arte. O grande acervo de produções nesse gênero impressiona. O seu repertório cinematográfico, predominantemente, erige-se sobre a temática das condições desumanas nas quais vive o negro na sociedade americana. A dicotomia brancos X negros seus conflitos e tensões, a ótica estereotipada e preconceituosa com a qual o negro é visto incomoda e perturba o polêmico diretor, que parte para a contestação e denúncia das vicissitudes enfrentadas pelos seus iguais, dificultando-lhes uma existência social digna. Faça a Coisa Certa afigura-se um filme a buscar mais uma vez referendar a preocupação de Spike com os seus pares de etnia. Feitas essas ressalvas, passemos a discutir a obra. A introdução do filme é descontextualizada do restante da obra. Algumas garotas dançando, dançando e dançando... Cena desconexa, cansativa... Quase interminável! Se existiu ali alguma simbologia, só com muitos exercícios metafísicos para desvendar tal mistério. Até a metade do filme, há uma sensação de vácuo na história. Os fatos não se coadunam. Há alguns momentos de humor questionável, apropriamo-nos da personalidade de alguns personagens, do cotidiano da comunidade e... Só!Parece que a trama não vai sair do lugar! Do meio para o final surge, afinal, a veia polêmica de Spike e o filme “evolui”, através de uma dramaticidade forjada. Como não entender a cena da discussão entre Sal e Radio Raheem como uma busca forçada de achar enfrentamento racial em personagens que, em momento algum, dão mostras de serem vitimas e algozes em relação a preconceito étnico? Inverossímil, surreal, hiperbolicamente ficcional essa cena. A morte de Radio Raheem é um outro “achado” desprovido de sentido. Os policiais envolvidos na morte não nutriam aversão aos negros, além disso, o lunático personagem já estava imobilizado. A ação posterior de Mookie incitando a multidão ao arremessar uma lata na vidraça da pizzaria contrasta com a personalidade do entregador, revelando um acesso de idiotia completo. Aliás, o interessante é se perceber que Spike em lugar de alcançar seu objetivo maior no filme: vitimizar os negros- como ele sempre fez-conseguiu , de fato, idiotizá-los, por completo. O filme não passa de uma tentativa frustrada de falar sobre conflitos de raças onde não existe - pelo menos na dimensão explicitada. Assisti a esse filme-simulacro de lutas de raças - é não fazer a coisa certa - simplesmente isso! |
| 4 |
29/10/2007 Por: Ricardo | | O filme de spike lee é bastante interessante. Os comentários que vejo postados na internet sobre ele têm, evidentemente, um cunho racista, porque, de alguma forma, não percebem o fundo da questão. O diretor em momento algum toma partido de negros ou de brancos, mas seria interessante que as pessoas se posicionassem um pouco no lugar dos negros, no filme, e verificassem se agiriam da mesma forma que Mookie, Radio Rehem e os outros. |
| 5 |
02/12/2008 Por: Marcia | | O filme é ótimo, para quem sofreu e ainda sofre com o preconceito e sabe de todas as dificuldades. Agora o companheiro Eduardo Teles, deve ser branco e jamais vai entender o que é isso, e se for negro que pena é mais um vegetativo vivendo em função dos outros, sendo dominado. |
| 6 |
10/12/2008 Por: Guacira | | Concordo plenamente com Márcia, apesar de não ser negra. Acredito que o filme é feliz em mostrar diversos preconceitos e o que eles acarretam. Está mais do que na hora de assistirmos filmes como esse e incentivar discussões para que possamos construir uma sociedade mais crítica. |
| 7 |
08/09/2009 Por: Hudson* (14 anos) | | Concordo com Eduardo Teles: "O filme não passa de uma tentativa frustrada de falar sobre conflitos de raças onde não existe - pelo menos na dimensão explicitada. ". O autor cria situações exageradas e dramáticas para falar de um assunto que deveria ser tratado de forma direta e simplória. O nome do filme é "Faça a coisa certa", mas há uma clara indução à violência, e um racismo explícito não só de brancos para negros, como também de negros para brancos e de negros para asiáticos (como na cena que eles - em maioria - ameaçam os japoneses/chineses). O autor usou um contexto em que os negros predominam e por eles serem a maioria, fizeram uma revolta, destruindo o branco. Sal tinha a liberdade de expor seus preferidos na sua "parede da fama", já que o estabelecimento era dele. Todos eram brancos. Mas qual o problema nisso? Se Buggin' Out não gostou do fato, cabia a ele deixar de frequentar o local, ou fazer uma manifestação mais racional, que não tivesse o uso da violência de forma abusiva e descontrolada. |
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