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As Horas (The Hours) |
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- Sinopse
Em três períodos diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro "Mrs. Dalloway". Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e idéias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo.
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- Informações Técnicas
Título no Brasil:
As Horas Título Original:
The Hours País de Origem:
EUA Gênero:
Drama Tempo de Duração: 114 minutos Ano de Lançamento:
2002 Site Oficial:
http://www.thehoursmovie.com/
Estúdio/Distrib.:
Scott Rudin Productions Direção:
Stephen Daldry
- Elenco
Meryl Streep .... Clarissa Vaughn Julianne Moore .... Laura Brown Nicole Kidman .... Virginia Woolf Eileen Atkins .... Barbara Linda Bassett .... Nelly Toni Collette .... Kitty Christian Coulson .... Ralph Claire Danes .... Julia Stephen Dillane .... Leonard Woolf Ed Harris .... Richard Allison Janney .... Sally Charley Ramm .... Julian Bell John C. Reilly .... Dan Brown Miranda Richardson .... Vanessa Bell Kate Super .... Clarissa Vaughn - jovem Jeff Daniels
- Trilha Sonora
- Imagens do Filme

- Trailers
Veja aqui o trailer do filme em Real Audio. - Comentários
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10/02/2006 Nota: Ótimo Enviado por: Fabiane Madalena | | Simplesmente maravilhoso, não deixe de ver. |
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13/11/2006 Nota: Ótimo Enviado por: Elaine Lopes | | Esse é um filme maravilhoso, que faz a pessoa realmente assistir. Não podemos assisti-lo fazendo outras coisas ao mesmo tempo, temos que ler o filme e não apenas olha-lo, a trilha com Philip Glass, dispensa comentários (o mesmo que fez a trilha sonora da trilogia Akatshi) show de bola, e juntamente com o livro Mrs Dalloway de Virginia Woolf, é brilhante. |
| 3 |
30/10/2007 Nota: Ótimo Enviado por: Kau Oliveira | | Um roteiro brilhantemente bem adaptado, uma direção sólida, fotografia, direção de arte, figurino, trilha sonora e maquiagem impecável e um trio belíssimo: isto é As Horas. Sem mais delongas, um filme sobre a vida que não passa de uma obra-prima do cinema contemporâneo. |
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13/05/2008 Nota: Ótimo Enviado por: César Borralho | | As Horas... Resumir é-me difícil, como falar do mar em apenas uma onda, mirar o céu e comentar apenas sobre uma única andorinha no bando que voa e leva a tardinha, como olhar as estrelas que trazem a noite e apontar apenas uma dentre tanto esplendor. O filme As Horas é uma onda no mar que nos afoga e ainda assim nos permite respirar a nossa morte na vida do fundo e não menos silencioso oceano. O filme As Horas é aquela andorinha que ficou pra trás por não ter mais força para voar ou ter voado do vento até a última asa. É aquela estrela cadente que nos põe abaixo das nossas certezas cotidianas mais firmes e nos toca a angústia mais íntima. No filme As Horas, cada minuto tem 60 segundos que duram para sempre, como um coração sem relógio, como uma alma sem ponteiros! César Borralho. |
| 5 |
30/07/2008 Nota: Ótimo Enviado por: Jorge Barbosa | | O filme se relaciona a uma vida que não sabemos viver, pois a cada instante de nossas vidas se relaciona a um momento de cada um de nós. |
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04/08/2008 Nota: Ótimo Enviado por: Andréa Cobra | | O filme é brilhante pelas atuações impecáveis do trio de protagonistas e pelos textos que se alternam em frases sutis e cortantes, que descrevem as vidas "desdobradas em um só dia". Acho interessante um momento do filme em que Mrs. Dalloway é descrita como uma mulher auto-confiante e que por isso ninguém desconfia da angústia que se passa dentro dela. Essa diretriz é seguida por todas as mulheres que sofrem em silêncio. Virgínia Wolf (Nicole Kidman) senta-se com a irmã e os sobrinhos para uma "conversa" afável na sala de visitas. Todos tagarelam, os sobrinhos se entediam com a falta de atividade física e brincadeiras intrínsecas ao mundo infantil, enquanto Virgínia divaga em seu mundo. A irmã define muito bem seu estado. "Virgínia é uma privilegiada. Ela vive em dois mundos: o real e aquele em que ela cria em seus livros". Não que a escritora fosse feliz, mas ela tentava se adaptar à vida que não era dela, e enquanto isso produzia sua obra para tentar escapar dos "assuntos triviais" e do cenário bucólico do subúrbio. A cena em que o marido a impede de ir a Londres sintetiza o dilema que a consumiu por toda da vida. Ela fala que não há como ser pleno se escondendo da vida. Em seu caso específico, o subúrbio não lhe trouxe paz. A paz não existia em seu interior. Laura (Julianne More) tem várias passagens memoráveis, mas o momento em que se despede da vizinha que se submeteria a uma cirurgia grave também reforça esse conceito do "que pareço" em contraponto "ao que sinto". A interlocutora de More conta a situação como se fosse algo trivial; no momento seguinte entrega-se à tristeza e revela suas aflições; e finaliza a despedida com a velha máscara da segurança. Laura ainda passa por momentos cruciais, como o desespero do pequeno Richard quando se dirige ao hotel, a tentativa do suicídio - incluindo o sonho da água invadiando o quarto - e a espera do marido por ela na cama para mais uma noite enfadonha. Entre morrer - levar adiante a vida que não era sua ou pôr fim à existência física - e viver, ela escolheu a segunda opção, sem pensar em mais nnguém. Clarissa (Meryl Streep) se relaciona com o mundo e com as pessoas caras - a filha e a companheira - sempre fazendo alusão ao verão perfeito que viveu ao lado de Richard quanto tinha 18 anos. O momento em que ela revê o ex-affair do poeta na cozinha funciona como um Big Bang. As emoções jorram com força total, enquanto ela exprime a decepção de ter perdido o amor da juventude, de ter cuidado dele enquanto o ex vagava pelo mundo e o impacto daquele reencontro. Não eram as heroínas Laura e Clarissa que deveriam morrer, mas o visionário. Elas escolheram a vida e reagiram com as ferramentas que tinham. Apenas a mente que criou Mrs. Dalloway não suportou viver perdida entre duas realidades. Optou pelo "fim". |
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10/08/2008 Nota: Bom Enviado por: Márcia Shangali | | A Melancolia caracteriza-se por ser um estado mental depressivo sem uma causa definida. Assim como a depressão, ela também apresenta sintomas como falta de ânimo e de energia para realizar determinadas ações. Ocorre perda de auto-estima, humor não-reativo a estímulos agradáveis, acentuado retardo ou agitação psicomotora, delírios (perturbações do pensamento) e alucinações (perturbações da percepção). As crises de melancolia, que contrasta quase que totalmente com a mania, é um estado de depressão intensa vivenciado com um sentimento de sofrimento moral e caracterizado pela identificação e pela inibição das funções psíquicas e psicomotoras. O filme “As Horas”, diz respeito a três histórias cheia de emoções e infelicidade, dedicadas a luta contra a insanidade. O filme procura mostrar as diferentes manifestações comportamentais e sintomáticas através da apresentação pessoal de cada personagem e também através do cenário das histórias representadas. Verificamos que apesar de diferentes épocas em que passam as histórias, as protagonistas têm em comum um estado de desânimo profundamente penoso, de desinteresse pelas coisas do mundo, perda da capacidade de amar, falta de contenção na realização de qualquer tarefa, baixa gradual dos sentimentos de auto-estima, muita culpa até alcançar um patamar de desejo delirante de uma punição, entorpecimento, falta de ação e uma carência de iniciativa própria. Freud descreve a melancolia como um fenômeno psíquico de caráter representacional. Assemelha-se ao luto sem o contexto da perda de um objeto amado, a diferença entre ambos decorre da reação de ausência de dispositivo patológico no luto e da presença dele na melancolia que provém de uma reação inconsciente que diz respeito à relação com sigo mesmo. As personagens do filme ilustram a vivência e convivência de pessoas com quadros depressivos e melancólicos em diferentes épocas e em diferentes graus de morbidade. Virginia (1929) muito inteligente, talentosa, criativa e excêntrica, possui uma desordem mental e uma tendência homossexual. Representa traços de uma depressão psicótica, que incluem delírios de culpa, de punição, delírios de ruína, bem como, uma luta contra o fantasma da melancolia ao narrar o único dia na vida de uma mulher, revela brilhantemente no filme o momento quando o melancólico busca a morte, mostra o caráter patológico da doença. O melancólico tem satisfação ao comunicar seus defeitos, julgando com isso apresentar-se tal como é, antes de ir ao encontro da sua morte penetrando nas águas do rio, Virginia escreve uma carta para o marido, com um texto repleto de auto-acusações, dor e sofrimento. Laura (1951), é uma dona-de-casa frustrada, mãe de Richard, e grávida do segundo filho, vê-se angustiada com sua vida e pensa em cometer suicídio, parece viver um estado de distimia, manifestado por apatia, desinteresse, falta de apetite e fuga da realidade. No filme, pode-se pensar que a tentativa fracassada de fazer um bolo seja o simbolismo e a representação de sua auto-imagem empobrecida, de um ego enfraquecido, da raiva inconsciente do marido. A trama relata apenas um dia na vida dessa mulher, que sofre por não sentir prazer nas atividades habituais, portadora de uma espécie de morosidade irritável associada a uma ansiedade, tem conseqüências radicais em sua vida. Na terceira personagem, Clarissa (2001) aos 50 anos, é uma editora bem-sucedida, mãe de uma jovem, e casada com uma produtora de TV. É uma mulher moderna, sugere um estado depressivo, diz respeito a um traço definidor da melancolia. Richard, o quarto personagem do filme, sofreu a perda de seu objeto de amor durante o abandono de sua mãe Laura, numa idade muito precoce (por volta dos 5 anos), poeta, acometido pela Aids, evidencia-se sintomas psicológicos bem distintos nas suas ações: apatia, tristeza, hostilidade, pessimismo, desmotivação, solidão, cólera, fadiga, retraimento social, perda da noção do tempo, do interesse pela vida, e atira-se pela janela, suicidando-se. Tais sintomas permitem que se atribua a Richard uma estrutura de personalidade melancólica, o mais grave nível de depressão. Enquanto vivo, estava sob os cuidados da amiga e ex-amor Clarissa, tendo sua rotina inteiramente dependente dela, que também possui fortes traços de dependência em relação a ele. A condensação de épocas e a interligação entre os personagens refletem a universalidade e a atemporalidade dos fenômenos psíquicos, embora vividos de forma particular por cada um dos personagens. |
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