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Ninguém é Perfeito (Flawless)
   

 

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  • Sinopse
    Walter Joontz (Robert De Niro) é um guarda de segurança aposentado, ultraconservador com orgulho, que vive em Nova York. Certo dia, ao tentar ajudar um vizinho em dificuldades, Walter recebe um golpe que o deixa com paralisia parcial do corpo. Recusando-se a deixar o apartamento em que vive, Walter concorda com um programa de reabilitação que inclui aulas de canto com um artista que mora no apartamento de cima: uma drag queen chamada Rusty (Philip Seymour Hoffman).

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  • Informações Técnicas
    Título no Brasil:  Ninguém é Perfeito
    Título Original:  Flawless
    País de Origem:  EUA
    Gênero:  Drama
    Tempo de Duração: 110 minutos
    Ano de Lançamento:  1999
    Site Oficial:  http://www.mgm.com/flawless/index2. html
    Estúdio/Distrib.:  Tribeca Productions
    Direção:  Joel Schumacher
     
  • Elenco
    Robert De Niro .... Walt Koontz
    Philip Seymour Hoffman .... Rusty
    Barry Miller .... Leonard Wilcox
    Christopher Bauer .... Jacko
    Skipp Sudduth .... Tommy
    Wilson Jermaine Heredia .... Cha-Cha
    Nashom Benjamin .... Amazing Grace
    Scott Allen Cooper .... Ivana Man
     
  • Trilha Sonora

     
  • Imagens do Filme



     
       
     
       
  • Comentários


    1  26/03/2006  Nota: Ótimo  Enviado por: Gledson Lima Alves
    ANÁLISE DO TEXTO: ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO À PESSOA PORTADORA DE DOENÇA CRÔNICA VERSUS O FILME ‘NIGUEM É PERFEITO’.

    I. INTRODUÇÃO
    O presente artigo “Acompanhamento Psicológico à Pessoa Portadora de Doença Crônica” dos autores: Cláudia Tavares dos Santos e Ricardo Werner Sebastiani, publicado na em 1996, São Paulo, aborda a relevância das enfermidades crônicas nos últimos tempos, aspectos teóricos, a dinâmica do ‘SER ou ESTAR’ doente, a forma interdisciplinar de tratamento, o papel do Psicólogo Hospitalar, como também questões psicodinâmicas familiares ligadas à doença.
    O trabalho ora proposto trará uma correlação analítica desse artigo com o filme ‘Ninguem é perfeito’ de Joel Schumacher, cineasta polêmico em sua época, trazendo como protagonista o autor Robert De Niro, em uma atuação nada convencional ao seu estilo.
    Assim, a pergunta que se seguirá é: o que tem haver um artigo psicológico voltado a análise das doenças crônicas junto a indivíduos com um produto de consumo norte americano em que a crítica cinematográfica não aprovou por entender que a pieguice era o protagonista de um filme em que não demonstrou para o que veio?
    Esta análise acadêmica trará por objetivo principal identificar aspectos teóricos abordados no texto correlacionando ao filme, uma vez que, ambos os trabalhos retratam o mesmo tema: as doenças crônicas, os indivíduos envolvidos e o processo de tratamento.

    II. APRESENTAÇÃO DAS IDÉIAS DO TEXTO E DO FILME
    O Artigo em estudo divide-se analiticamente e nos seguintes tópicos: uma parte introdutória, Retorno à vida normal, Ganho secundário da doença, Psicodinâmica familiar e doenças crônicas, Equipe interdisciplinar e o Psicólogo hospitalar.
    A introdução do artigo faz alusão a dados estatísticos, estimando-se que há no País cerca de 25 000 000 de indivíduos portadores de qualquer patologia crônica dentro de um contexto de política pública meramente curativa e não preventiva, situação essa paradoxal aos cofres públicos, sendo evidentemente mais caro curar a prevenir.
    Zozaya (1985) busca definir doença crônica, como sendo: “qualquer estado patológico que apresente uma ou mais das seguintes características: permanente, que deixe incapacidade residual, que produza alterações patológicas não reversíveis, que requeira reabilitação ou que necessite períodos longos de observação, controle e cuidados”.
    Schneider (1976) afirma que o doente crônico é implicado em uma elaboração psicológica existencial, uma vez que o estado a ser penetrado será duradouro. Assim, certas restrições podem acarretar limitações sociais adaptando-se aos seus agravamentos.
    Do ponto de vista dinâmico, o indivíduo vive constantemente em busca da sua homeostase. Com o evento patológico são quebradas a dinâmica do indivíduo e o mundo circundante. No estado do adoecimento o surge uma nova condição: o fenômeno do SER e ESTAR doente, cristalizando lutos e mudanças que alterarão a sua identidade.
    É verificado ainda, segundo os autores que o processo do adoecimento e da internação trás um fenômeno de despersonalização do indivíduo, seguido de vários sintomas e conflitos emocionais com afetação psicossomáticos, podendo isso ser mais bem reproduzido nas tendências biófilas e necrófilas.
    No retorna à vida normal é registrado pelos autores que o indivíduo inicialmente é acometido pelo estresse e pelas limitações imposta pela estado de cronicidade do processo patologizante. Mediante o tratamento, percebe-se que fica ligada ainda ao hospital ou ao ambulatório em virtude de tratamento rigoroso.
    Ligados a isso surgem a perda de autonomia e a incapacidade em agir com independência, a perda do emprego, da estabilidade econômica, alterando sobremaneira a dinâmica familiar e social. Nesse momento ocorre então a perda do lugar simbólico, tendo o indivíduo que elaborar o seu luto, criando novos vínculos e horizontes.
    O texto trás ainda que em alguns doentes são tratados de maneira diferenciada adquirindo certos privilégios, tendo-se dessa maneira o registro de ganhos secundários. Por fim, registra-se que há aspectos positivos e negativos na estruturação desse processo, cabendo ao profissional de psicologia o reforço nos aspectos positivos, pontuando os negativos.
    No processo das doenças crônicas as famílias se constituem no elo mais importante junto ao paciente, tendo um papel de esteio, apoio e segurança. A necessidade de proteção recai sobre o paciente igual a uma espada ao encontrar o peito de um oponente. Portanto, cabe a família realizar esse trabalho de fundo essencial no sucesso dos outros tratamentos junto ao paciente.
    O paciente crônico, na atualidade é visto como um todo, em que ocorrem as atuações de várias disciplinas junto a sua compreensão e o seu tratamento. Porém, alguns teóricos acreditam que tais avanços vieram recheados de alguns problemas, no sentido de tal prática oferecer um estudo dicotomizado do enfermo. Assim, a proposta de atuação interdisciplinar é cristalizar uma visão integral do ser enfermo, mesmo com a existência das especializações.
    Encerrando as idéias desse artigo, registra-se que o papel do psicólogo no hospital é o de resgatar a essência de vida do paciente corrompida pelo adoecimento, restaurando a sua individuação e sua singularidade, mediante uma relação empática e flexível, extensivo aos familiares.
    Partindo agora para o filme, o diretor Joel Schumacher dirige uma história em que Robert De Niro é ex-policial italiano linha dura, aposentado, conservador, orgulhoso que vive na Cidade de Nova York. Um dia bandidos atacam o cortiço onde ele vive. Um vizinho seu estava envolvido com negócios escusos, ao tentar ajudá-lo, recebe um golpe do destino sendo acometido por um derrame, que o deixa com paralisia parcial do corpo, precisamente o seu lado direito.
    Recusando-se a deixar o apartamento em que vive, Walter (Robert De Niro) concorda com um programa de reabilitação que inclui aulas de canto com um artista que mora no apartamento de cima: uma drag queen chamada Rusty, interpretada por Philip Seymour Hoffman.
    A trama, portanto, desenvolve-se mostrando o ‘novo mundo’ que estava sendo descoberto por um homem preconceituoso e auto-suficiente, sendo que agora estava em condições desfavoráveis acometido por uma doença crônica e tendo que ser tratado por alguém que pertencia a uma classe que ele estigmatizava.

    III. APRECIAÇÃO CRÍTICA
    Fazendo a coalizão do artigo com o filme vemos destacada a relevância de se ressaltar os aspectos que norteiam um acometimento patológico crônico na vida de qualquer pessoa. A condição de adoecimento crônico provoca de imediato uma mudança no estado psicológico do paciente após o término do ‘evento’, ou seja, quando do término da hospitalização registra-se um estado regressivo, mediante mecanismo de regressão, funcionando este numa etapa evolutiva inferior a condição atual.
    Percebe-se que no filme o indivíduo protagonista adquire com o adoecimento seqüelas permanentes, reforçando assim, o conceito de doença crônica trazido pelos autores do artigo ora estudado. Verificou-se ainda que a estrutura psíquica do protagonista era fálica, tendo naquele momento que refletir e quebrar paradigmas, a fim de se adaptar a nova situação vivencial, conforme também ilustram os teóricos.
    Foi mostrada ainda no filme a condição do ganho secundário, pois o protagonista passou a ser mais assistido pelos seus novos amigos, renovando assim os seus vínculos, ora quebrados, diante da sua solidão.
    As limitações físicas foram determinantes para acondicionar o protagonista em um outro tipo de vida, fazendo-o refletir acerca de tal condição, como também, foi registrado a condição depressiva por qual passou diante da realidade que se lhe apresentava.
    Portanto, gostaria de registrar a importância de tais correlações uma vez que funcionaram como instrumentos ilustrativos a fim de materializar a teoria estudada com os fenômenos empíricos. Verdadeiramente grato!

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação – referências – elaboração. Rio de Janeiro, 2000.

    GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de monografia da Universidade Tiradentes. Aracaju: UNIT, 2003.

    SANTOS, Claudia Tavares dos, SEBASTIANI Ricardo Werner - "Acompanhamento Psicológico À Pessoa Portadora de Doença Crônica in ANGERAMI-cAMON, V.A. e a Psicologia Entrou no Hospital...", Livro, Pioneira / Thomson Learning, São Paulo, 147-176, 1996, UNITERMO: Psicologia Hospitalar, Psicologia da Saúde, Doença Crônica, Família, 1, Disponível


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