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A Ponte do Rio Kwai (The Bridge of the River Kwai)
   

 

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  • Sinopse
    Na 2ª Guerra Mundial vários soldados ingleses se tornam prisioneiros em um campo de concentração japonês. Este grupo é escolhido pelo chefe do campo para construir uma ponte sobre o rio Kwai. O coronel Nicholson (Alec Guinness), um oficial inglês, planeja a construção para demonstrar a superioridade britânica, mas Shears (William Holden), um americano que é prisioneiro do mesmo campo, planeja a destruição da ponte.

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  • Informações Técnicas
    Título no Brasil:  A Ponte do Rio Kwai
    Título Original:  The Bridge of the River Kwai
    País de Origem:  Inglaterra
    Gênero:  Guerra
    Tempo de Duração: 161 minutos
    Ano de Lançamento:  1957
    Site Oficial: 
    Estúdio/Distrib.: 
    Direção:  David Lean
     
  • Elenco
    William Holden .... Major Shears
    Alec Guinness .... Coronel Nicholson
    Jack Hawkins .... Major Warden
    Sessue Hayakawa .... Coronel Saito
    James Donald .... Major Clipton
    Geoffrey Horne .... Tenente Joyce
    André Morell .... Coronel Green
    Peter Williams .... Major Reeves
    John Boxer .... Major Hughes
    Percy Herbert .... Grogan
    Harold Goodwin .... Baker
     
  • Trilha Sonora

     
  • Imagens do Filme



     
       
  • Trailers
    Veja aqui o trailer do filme em Windows Media Player.
     
  • Comentários

    1  18/02/2007  Nota: Ótimo  Enviado por: Adilson Luiz Gonçalves
    No filme “A Ponte do Rio Kwai” (The Bridge on the River Kwai, Reino Unido / EUA, 1957) o fantástico ator Alec Guinness interpreta um comandante britânico num campo de prisioneiros japonês na Ásia. Empertigado e orgulhoso de sua ascendência, soldado do “Império onde o Sol nunca se põe”, ele enfrenta o comandante do campo, outro exemplar do ufanismo nacionalista, só que do “Império do Sol Nascente”. O resultado é o embate de duas culturas diferentes em quase tudo, mas muito semelhantes na disciplina militar e na tradição arrogante. O militar nipônico deve construir uma ponte ferroviária sobre o Rio Kwai, para garantir o suprimento das tropas de seu exército de ocupação. Os prisioneiros ingleses são os operários forçados dessa empreitada.
    O senso de dever e tradições milenares, que vigoravam no Japão de então, não toleravam fracassos, cuja vergonha só era expiável pelo suicídio ritual, o haraquiri. Era isso o que esperava o comandante, caso não cumprisse sua incumbência! O problema era que, descontente com as condições de vida e trabalho dos prisioneiros, o comandante aliado exige de seu par japonês que sejam cumpridas as disposições específicas da Convenção de Genebra. Para quê... Imediatamente ele foi confinado numa “solitária”: um cubículo onde não havia espaço para ficar de pé ou deitado! Só que os prisioneiros, fiéis à cadeia de comando, “embaçaram” a obra de todas as formas possíveis, até que seu cronograma ficou perigosamente comprometido. O comandante nipônico, já sentindo o frio de seu sabre na barriga, se viu forçado a tomar uma decisão culturalmente difícil, mas pragmática: Numa das cenas memoráveis do filme, o personagem interpretado por Guinness é, então, solto da solitária. Trôpego, ele caminha e se posta com olhar altivo diante de seu psicologicamente alquebrado algoz. Este lhe propõe liberdade em troca do trabalho de seus homens. O inglês volta a exigir condições adequadas para os prisioneiros e, mais que isso, o controle da obra! Sem alternativas, o japonês aceita as condições. Vitorioso, o prisioneiro marcha, cambaleante, até desabar nos braços de seus soldados, que o carregam em triunfo. Continuavam subjugados, mas haviam conseguido uma vitória que elevou seu moral. Até aí, nada de mal... O absurdo começa quando a obra é retomada: O comandante britânico transforma o empreendimento num veículo para demonstrar a superioridade britânica sobre os orientais. Ignora os desdobramentos que ele trará para os aliados. Assim, a ponte torna-se um ícone da competência inconseqüente, da falta de visão global, da insanidade operosa, mas, também, um “ópio” para os traumas da guerra. Essa irracionalidade prosseguiu em ritmo acelerado, que passou a preocupar os aliados. Tanto que um grupo foi designado para demolir a obra... Os explosivos foram posicionados; o detonador armado... Mas, para total estupefação do grupo, o comandante inglês, ao saber de seu intento, em vez de apoiá-lo passou a lutar desesperadamente para evitá-lo! Demorou muito até que ele caísse em si e, consciente de todo o absurdo que protagonizara – a guerra é sempre fértil em “non senses” – ele mesmo detonasse as cargas, com o sacrifício da própria vida: um haraquiri ocidental! Tudo isso foi para falar de um clássico de cinema? Não! Foi para refletir sobre pessoas que na “guerra” do cotidiano, por orgulho mesquinho ou para provarem “superioridades” raciais, religiosas, nacionais ou profissionais perdem a noção do todo; ignoram as conseqüências de seus atos; prejudicam pessoas inocentes e indefesas; passam por cima de tudo e de todos para cumprirem suas metas, sem sequer analisá-las. Soldados de exércitos comandados por insanos ou oportunistas, fanáticos ou predadores de mercado, sua “competência” e sua “eficiência” destroem o meio ambiente, “quebram” empresas, semeiam medo, caos e morte. Quantas “pontes” eles constroem para destruir seus semelhantes? Qual o limite desse servilismo, estupidez e alienação? É desse tipo de gente que o mercado precisa? É esse o tipo de formação que a sociedade quer? E, finalmente, onde estamos nós nesse contexto, enquanto pais, educadores e atores?


    2  22/08/2008  Nota: Ótimo  Enviado por: Turan Bei
    Vale a pena ver! A trilha sonora é linda! Os atores então!


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