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Kinsey - Vamos Falar de Sexo (Kinsey) |
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- Sinopse
Liam Neeson estrela como Kinsey, que mudou a cultura norte-americana de maneira irreversível em 1948 com seu livro Sexual Behavior in the Human Male (O comportamento sexual do homem). Entrevistando milhares de pessoas sobre os aspectos mais pessoais de suas vidas, Kinsey aliviou o peso do silêncio e da vergonha de uma sociedade em que as práticas sexuais eram na maior parte ocultas. O trabalho provocou um dos mais intensos debates culturais do século passado – um debate que se estende até os nossos dias. Utilizando as próprias técnicas das famosas entrevistas sexuais do cientista, Kinsey — Vamos Falar de Sexo descreve sua trajetória extraordinária do anonimato à fama mundial.
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- Informações Técnicas
Título no Brasil:
Kinsey - Vamos Falar de Sexo Título Original:
Kinsey País de Origem:
EUA / Alemanha Gênero:
Drama Tempo de Duração: 118 minutos Ano de Lançamento:
2004 Estréia no Brasil: 29/04/2005 Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Fox Film Direção:
Bill Condon
- Elenco
Liam Neeson .... Alfred Kinsey Laura Linney .... Clara McMillen Chris O'Donnell .... Wardell Pomeroy Peter Sarsgaard .... Clyde Martin Timothy Hutton .... Paul Gebhard John Lithgow .... Alfred Seguine Kinsey Tim Curry .... Thurman Rice Oliver Platt .... Herman Wells Dylan Baker .... Alan Gregg Julianne Nicholson .... Alice Martin William Sadler .... Kenneth Braun John McMartin .... Huntington Hartford Veronica Cartwright .... Sara Kinsey Kathleen Chalfant .... Barbara Merkle Heather Goldenhersh .... Martha Pomeroy
- Trilha Sonora
- Imagens do Filme

- Trailers
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05/09/2007 Nota: Bom Enviado por: Rafael Lemos | | Ao assistir o filme, percebi que teve, por parte dos seus realizadores, um grande esforço em mostrar quem foi Kinsey e como se deu o impacto de seus estudos nos EUA. Porém, acredito que faltou um pouco de contextualização com os acontecimentos da época; logicamente, explorou bastante o imaginário popular acerca das sexualidades, mas não mostrou conjunturas históricas, dado importantíssimo na formação da mentalidade humana. Todavia, o filme não deixa de ser ruim por isso, pois o objetivo do filme foi atingido. Mostra, acima de tudo, que o controle das nossas emoções é algo muito difícil (possivel, somente, a um monge Budista ao se livrar do Sansara). Mostra os conflitos acadêmicos do período, assim como a reação negativa da conservadora sociedade norte americana ao entrar em contato com um tema tabu; retrata, também, as teorias ultrapassada do período, ridicularizadas por Kinsey, teorias estas que pretendia (e conseguiu) superar - como o perigo do sexo oral masculino/feminino. Porem, o filme esquece de mostrar as criticas que o chamado "Método Kinsey" viria receber bem futuramente (em especial as criticas sociológicas e tb vindas da Psicologia), deixando a visão de herói para o personagem em questão, aquele que, mostrando no último depoimento (o de uma mulher) que ele foi o salvador de sua vida.. Ou seja, "Kinsey" é o típico filme de Hollywood, somente com uma temática um pouco mais forte, mas se pensarmos bem, totalmente natural: todos os depoimentos mostrados lá não são bizarros, mas comuns, acontecem mesmo... simplesmente normal. Não é um filme alternativo, com certeza. Para quem gostou dessa idéia de coletar depoimentos da vida sexual das pessoas, saibam que, pouco depois de Kinsey lançar seu primeiro trabalho em 1948 ("Sexual Behavior in the Human Male", logo depois viria "Sexual Behavior in the Human Female", de 1953), um brasileiro de nome José Fabiano Barbosa da Silva, defendeu sua tese de doutorado em Sociologia na USP (Universidade de São Paulo), de nome "Homossexualismo em São Paulo". Com orientação de Florestan Fernandes, a banca era composta também por Fernando Henrique Cardoso e Otavio Ianni (FHC não gostou da tese). Recentemente, a tese saiu em livro (editora UNESP), cheia de outros artigos mais atuais como complemento. Há, nos anexos da tese de Barbosa, entrevistas, gírias da época etc. Quem é o pioneiro, Kinsey (por ter ficado mais famoso), ou o nosso José, que já vinha estudando o tema antes de Kinsey? Embora José tenha defendido após a publicação de Kinsey, seu estudo é anterior. Além do mais, Kinsey iniciou o estudo da sexualidade em insetos, enquanto o nosso intelectual brasileiro pesquisou já de início em seres humanos, em uma perspectiva sociológica, não biologizante. José vinha estudando a sexualidade desde a decada de 40, defendendo sua tese na década de 50, onde traçou um panorama incrível sobre a vida dos homossexuais em São Paulo na época. Na década de 30, antes de Kinsey e até mesmo José Barbosa, Peixoto (um criminalista carioca) e Ribeiro (médico) também fizeram a coleta de historias (porém, somente de homossexuais) que eram presos no período (era permitido prender gays nas décadas de 30 e 40, como mostra o filme "Madame Satã"); porem, ambos ainda analisavam de maneira influenciada pela Biologia, com a idéia de Evolucionismo, de superioridade racial e muito preconceituosa, diferentemente de Kinsey (ele mesmo, um biólogo, mas que não se prendia a visão biologizante) e, logicamente, de José (este, bastante influenciado pelo Culturalismo e teorias sociais). Quanto à critica ao método Kinsey, nos anos setenta, frente aos primeiros movimentos gay, a Associação Americana de Psicologia (APA) afirmou que a homossexualidade não é doença psicológica, negando a existência de causas psicológicas específicas da homossexualidade e situando-a no quadro das orientações sexuais. Kinsey ainda não dizia em "orientação sexual" (termo este já em decadência hoje em dia), e sim vinculava a sexualidade da pessoa à questões sociais e a sua repressão a acontecimentos passados (traumas, por exemplo). Kinsey receberia essa critica futuramente, mas não podemos negar que sua analise foi um avanço para a época, quando as idéias de pecado e problemas biológicos predominavam. Endeusá-lo como o filme fez é um equivoco: deveria mostrar as criticas futuras também, pois o filme passou a idéia de que seu método é corretíssimo, sem falhas. Isso não significa que os psicólogos não estudem Kinsey (e que os psicólogos têm a chave da verdade, visto que ela não existe: é uma construção social), pelo contrário. Não que eu concorde, também, com a crítica da APA... acredito que a sexualidade se ligue, acima de tudo, às questões sociais: o sexo é, portanto, definido socialmente. |
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