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Kinsey - Vamos Falar de Sexo

  (Kinsey)
Sinopse O escritor premiado com o Oscar, Bill Condon volta seu microscópio para Alfred Kinsey traçando o retrato de um visionário motivado pelo desejo de expor os segredos mais privados de uma nação. Com Laura Linney e Liam Neeson, Kinsey - Vamos Falar de Sexo acompanha a jornada de um homem que irrevogavelmente mudou a cultura Americana e criou furor na mídia com seu livro Comportamento Sexual do Homem . Seu trabalho detonou um dos mais intensos debates culturais do século passado - um debate que ainda acontece nos dias de hoje.

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Informações


Título no Brasil Kinsey - Vamos Falar de Sexo
Título Original Kinsey
Ano Lançamento
Gênero Drama
País de Origem EUA / Alemanha
Duração118 minutos
Direção
Estreia no Brasil 29/04/2005
Estúdio/Distrib. Fox Film

Elenco


... Alfred Kinsey
... Clara McMillen
>> Ver todo o Elenco...

Trilha Sonora


“Etudes, Opus 25”(1832-6)
Escrita por Frédéric Chopin
Interpretada por Idil Biret
“I'm Tired of You”Escrita e Interpretada por Martin Blasick
Publicada por Lavish Music (BMI)
>> Ver toda a Trilha Sonora...

Trailer



Comentários


05/09/2007 - Rafael Lemos

1
  Bom
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Ao assistir o filme, percebi que teve, por parte dos seus realizadores, um grande esforço em mostrar quem foi Kinsey e como se deu o impacto de seus estudos nos EUA. Porém, acredito que faltou um pouco de contextualização com os acontecimentos da época; logicamente, explorou bastante o imaginário popular acerca das sexualidades, mas não mostrou conjunturas históricas, dado importantíssimo na formação da mentalidade humana. Todavia, o filme não deixa de ser ruim por isso, pois o objetivo do filme foi atingido. Mostra, acima de tudo, que o controle das nossas emoções é algo muito difícil (possivel, somente, a um monge Budista ao se livrar do Sansara). Mostra os conflitos acadêmicos do período, assim como a reação negativa da conservadora sociedade norte americana ao entrar em contato com um tema tabu; retrata, também, as teorias ultrapassada do período, ridicularizadas por Kinsey, teorias estas que pretendia (e conseguiu) superar - como o perigo do sexo oral masculino/feminino. Porem, o filme esquece de mostrar as criticas que o chamado "Método Kinsey" viria receber bem futuramente (em especial as criticas sociológicas e tb vindas da Psicologia), deixando a visão de herói para o personagem em questão, aquele que, mostrando no último depoimento (o de uma mulher) que ele foi o salvador de sua vida.. Ou seja, "Kinsey" é o típico filme de Hollywood, somente com uma temática um pouco mais forte, mas se pensarmos bem, totalmente natural: todos os depoimentos mostrados lá não são bizarros, mas comuns, acontecem mesmo... simplesmente normal. Não é um filme alternativo, com certeza. Para quem gostou dessa idéia de coletar depoimentos da vida sexual das pessoas, saibam que, pouco depois de Kinsey lançar seu primeiro trabalho em 1948 ("Sexual Behavior in the Human Male", logo depois viria "Sexual Behavior in the Human Female", de 1953), um brasileiro de nome José Fabiano Barbosa da Silva, defendeu sua tese de doutorado em Sociologia na USP (Universidade de São Paulo), de nome "Homossexualismo em São Paulo". Com orientação de Florestan Fernandes, a banca era composta também por Fernando Henrique Cardoso e Otavio Ianni (FHC não gostou da tese). Recentemente, a tese saiu em livro (editora UNESP), cheia de outros artigos mais atuais como complemento. Há, nos anexos da tese de Barbosa, entrevistas, gírias da época etc. Quem é o pioneiro, Kinsey (por ter ficado mais famoso), ou o nosso José, que já vinha estudando o tema antes de Kinsey? Embora José tenha defendido após a publicação de Kinsey, seu estudo é anterior. Além do mais, Kinsey iniciou o estudo da sexualidade em insetos, enquanto o nosso intelectual brasileiro pesquisou já de início em seres humanos, em uma perspectiva sociológica, não biologizante. José vinha estudando a sexualidade desde a decada de 40, defendendo sua tese na década de 50, onde traçou um panorama incrível sobre a vida dos homossexuais em São Paulo na época. Na década de 30, antes de Kinsey e até mesmo José Barbosa, Peixoto (um criminalista carioca) e Ribeiro (médico) também fizeram a coleta de historias (porém, somente de homossexuais) que eram presos no período (era permitido prender gays nas décadas de 30 e 40, como mostra o filme "Madame Satã"); porem, ambos ainda analisavam de maneira influenciada pela Biologia, com a idéia de Evolucionismo, de superioridade racial e muito preconceituosa, diferentemente de Kinsey (ele mesmo, um biólogo, mas que não se prendia a visão biologizante) e, logicamente, de José (este, bastante influenciado pelo Culturalismo e teorias sociais). Quanto à critica ao método Kinsey, nos anos setenta, frente aos primeiros movimentos gay, a Associação Americana de Psicologia (APA) afirmou que a homossexualidade não é doença psicológica, negando a existência de causas psicológicas específicas da homossexualidade e situando-a no quadro das orientações sexuais. Kinsey ainda não dizia em "orientação sexual" (termo este já em decadência hoje em dia), e sim vinculava a sexualidade da pessoa à questões sociais e a sua repressão a acontecimentos passados (traumas, por exemplo). Kinsey receberia essa critica futuramente, mas não podemos negar que sua analise foi um avanço para a época, quando as idéias de pecado e problemas biológicos predominavam. Endeusá-lo como o filme fez é um equivoco: deveria mostrar as criticas futuras também, pois o filme passou a idéia de que seu método é corretíssimo, sem falhas. Isso não significa que os psicólogos não estudem Kinsey (e que os psicólogos têm a chave da verdade, visto que ela não existe: é uma construção social), pelo contrário. Não que eu concorde, também, com a crítica da APA... acredito que a sexualidade se ligue, acima de tudo, às questões sociais: o sexo é, portanto, definido socialmente.

15/02/2009 - Ariane

2
  Ótimo
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Um excelente filme, muito bem feito numa época que pouco ou nada se falava de sexo. Com um elenco afinado e boa direção, deixar de assisti-lo é continuar em silêncio!

18/01/2010 - Wanda (34 anos)

3
  Péssimo
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ECA... Detestei... Nojento...

07/05/2010 - Flávio (24 anos)

4
  Ótimo
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Fantástico! Muitíssimo bom!

07/01/2011 - Alexandre Fernandes (38 anos)

5
  Ótimo
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O filme mostra o idealista Kinsey que expõe seus pontos de vista, buscando desmistificar o sexo, tentando retirar a trava das convenções sociais, através de questionários, com diversas pessoas, onde surgem confissões sobre comportamentos homossexuais, extraconjugais, sexo antes do casamento, sexo oral, entre outros temas, delicados para a época. O filme mostra os pontos vulneráveis dentro da jornada de Kinsey. Há uma entrevista onde o entrevistado admite ter tido relações com meninos pre-adolescentes e com meninas pre-adolescentes (pedofilia) e o companheiro de Kinsey se retira da sala de entrevista. Eu achei pesada, essa parte. Entretanto, ela mostra que o trem saiu dos trilhos. Que a pesquisa tem um risco. Que as nossas convicções, fogem ao nosso controle. Em outro momento, dois companheiros de Kinsey se desentendem e Chris O'Donnel fala que talvez só Kinsey era disciplinado (a briga entre os companheiros de Kinsey, teve como origem, um caso extraconjugal com a mulher do outro). O filme mostra um Kinsey humano, que chora decepcionado, que se conforta com o último depoimento de uma senhora e que confronta o seu idealismo obsessivo de sua pesquisas sobre sexo, como por exemplo, permitindo dar espaço ao amor que, pelas pesquisas, ele havia esquecido e, assim, havia deixado de sentir as coisas simples. Kinsey para na floresta com sua esposa, como eles se conheceram a muito tempo atrás. Ele conseguiu olhar para os animais, ouvir o canto dos pássaros, ver a beleza das árvores e, como se acordasse de um sonho (ou pesadelo), pela primeira vez em muito tempo, ele começa um assunto diferente com sua esposa, sem nenhuma conotação sexual. Filme belíssimo, um dos melhores da década (de 2000 até 2009).

07/02/2011 - Tulio (23 anos)

6
  Ótimo
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Muito bom o filme, parece mais um documentário, desvenda a sexualidade humana com muita realidade e simplicidade. Recomendo.

07/02/2011 - Junior (29 anos)

7
  Ótimo
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Excelente filme; falou livremente de um assunto que muitos ainda hoje não conseguem falar com naturalidade. Serve para ver as coisas de um outro ponto de vista, fazendo você criar o seu próprio, sem a intervenção social que a gente carrega por toda a vida e vai passando por gerações.

07/02/2011 - Leonardo (40 anos)

8
  Bom
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Bom filme no que diz respeito a conhecimento, pois ficamos sabendo quem era o Sr. Kinsey. Esse senhor, a despeito de contribuições positivas, prestou um grande serviço à sociedade ao ficar enaltecendo o homossexualismo (aliás, ele mesmo era portador deste distúrbio). Ele tentou enquadrar perversões como incesto, pedofilia, zoofilia e homossexualismo como comportamentos normais, com o que definitivamente a imensa maioria das pessoas não concorda.

09/06/2011 - Guilherme (24 anos)

9
  Ótimo
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Esse filme tem uma abordagem critica excelente, atores muito bons, mesmo sendo um filme cansativo a história te prende e faz você pensar o sexo de outra forma.

09/08/2012 - Osmar (55 anos)

10
  Bom
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Filme interessante, polemico, difícil de avaliar como filme, nota 6,5... Vale a pena assistir...

19/10/2012 - Daniela (34 anos)

11
  Ótimo
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Excelente... Nota 9.

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