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Sobre Café e Cigarros

  (Coffee and Cigarettes)
Sinopse Sobre Café e Cigarros é uma série de curtas-metragens disfarçados de longa-metragem, a menos que seja o contrário... Cada seqüência faz interferir vários personagens que, tomando algumas xícaras de café e fumando dois ou três cigarros, conversam sobre assuntos tão variados quanto picolés com cafeína, a ressurreição de Elvis Presley, a forma correta de se preparar um chá inglês, as invenções de Nikola Tesla, o uso da nicotina como inseticida, Abbott & Costello... E assim vão conversando e comentando deliciosamente tudo e todos.

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Informações


Título no Brasil Sobre Café e Cigarros
Título Original Coffee and Cigarettes
Ano Lançamento
Gênero Comédia / Drama / Musical
País de Origem EUA / Japão / Itália
Duração95 minutos
Direção
Estúdio/Distrib. Continental

Elenco


... Roberto (segment "Strange to Meet You")
... Steven (segment "Strange to Meet You")
>> Ver todo o Elenco...

Trilha Sonora


“Louie Louie”Escrita por Richard Berry
Interpretada por Richard Berry & The Pharoahs
(c) 1957 Renewed EMI Longitude Music Co.
“Saw Sage”Escrita por Tom Waits (como T. Waits) / R. Waters / D. Devore / Tom Nunn (como T. Nunn) / B. Hopkin
Interpretada por C-SIDE / Tom Waits
Publicada por Gatmo
>> Ver toda a Trilha Sonora...

Trailer



Comentários


19/08/2009 - Osmar (52 anos)

1
  Ruim
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Não gostei do filme, apesar de no início ter uma passagem interessante com o roberto benigni, mas achei o filme muito sonolento, e com historias pouco interessantes, nota 3...

20/07/2010 - Rafael (27 anos)

2
  Ótimo
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Narração perfeita, Iggy Pop!

29/04/2013 - Márcio Chila Freyesleben (50 anos)

3
  Ótimo
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Decididamente, Jim Jarmusch é o meu diretor preferido. Sua capacidade de falar do drama humano através das metáforas é o que me fascina em sua obra. Em Jarmusch, nada é o que aparenta. “Coffee and Cigarettes” (2003) é o conjunto de onze esquetes em que diferentes personagens, todas em torno de mesas de café, fumam e conversam sobre os mais diversos assuntos. Assim como a sequência dos esquetes não possui uma lógica, os diálogos entre as personagens também não parecem ser coerentes, de modo que, ao fim de cada quadro, o espectador termina surpreendido e reticente: as histórias não fazem sentido em si e muito menos no conjunto. Quando o filme termina, é inevitável a sensação de perplexidade. Mas Jim Jarmusch é genial. Ele faz uma bem elaborada crítica ao diálogo humano. Mas não é a qualquer diálogo. É a crítica ao diálogo que se realiza entre “café e cigarros”. O nome do filme diz muito: refere-se aos diálogos de “bate-papo” (conversas informais que as pessoas travam pelas mais variadas razões). Para entender o filme, basta que o espectador preste atenção às conversas informais ocorridas em seu meio (numa mesa de bar ou numa barbearia, por exemplo). Basta que o espectador permaneça calado e atendo, buscando compreender a lógica das discussões estabelecidas. Rápido ele perceberá que o bate-papo não passa de uma conversa sem sentido: fala-se sobre tudo e pula-se de um assunto para o outro abruptamente, sem lógica nem conexão. De fato, basta permanecer calado em uma roda de bate-papo para logo concluir que o ser humano não é normal nem inteligente: os absurdos que se ouve, o modo como os assuntos saltam de um tema para outro, sem parênteses nem vírgulas, é nonsense. Não será difícil, depois, ver que a realidade do diálogo humano está retratada no filme, tanto na ilogicidade dos diálogos em si, quanto na desconexão dos esquetes. Concluirá que as conversas informais, os bate-papos, tão ao gosto da maioria, são um atentado à racionalidade humana. Tem mais. Há uma segunda camada de significações à qual se chega por reflexão. É preciso perguntar o seguinte: como um ser racional é capaz de tamanha insensatez? Para entender a questão é preciso mergulhar na intencionalidade do diálogo humano, ou seja, na relação nem sempre clara entre o que se pensa e o que se diz. Nas conversas informais, há sempre uma intencionalidade oculta, pois as pessoas, quando falam à toa, apenas exprimem seu estado de espírito (frustrações, ansiedades, inseguranças, baixa ou alta-autoestima, etc). Seu estado emocional aflora disfarçado em assuntos que, vistos de fora, não fazem o menor sentido; mas, se vistos por dentro dentre dos indivíduos, dizem muito sobre o seu estado emocional. Em suma, as pessoas não dizem o que pensam nem pensam no que dizem, quando em bate-papo. Elas simplesmente exorcizam seus fantasmas. Duas metáforas são importantes para a compreensão do filme. A primeira é a Bobina de Tesla. A bobina, explica uma personagem, contém dois transformadores que funcionam em ressonância. Tesla teria dito, segundo a personagem, que a Terra seria um condutor acústico de ressonância. Fica evidente aqui que Jarmusch compara o funcionamento da bobina ao diálogo humano, porque ambos ressonam, ou seja, repetem-se em todos os lugares e, portanto, é um fenômeno universal. A Bobina de Tesla é a metáfora que dá unidade e sentido a todos os diálogos do filme. A segunda metáfora é a do champanhe. A personagem Taylor diz estar se sentindo separada do mundo: “perdi o contato com o mundo”, diz e, em seguida, lembra da canção “I've lost Track of the world?”, que diz ouvir (ressonar no prédio). Bill explica a Taylor sobre Tesla e sobre ser a Terra uma caixa de ressonância. Ambos, então, fazem um brinde à vida: com dois copos de café, que fingem ser taças de champanhe, Taylor, imaginando-se em Paris dos anos 20 (Belle Époque), e Bill, imaginando-se na Nova York dos anos 70 (revolução cultural), brindam. Taylor sonha e dorme. Diferentemente das demais cenas, nesta as personagens dizem o que pensam e pensam o que dizem e, por isso, Taylor se diz “separado do mundo”. Num mundo em que pensamento e palavra andam dissociados, ou seja, num mundo alienado, uma pessoa sincera e consciente sentirá que perdeu contato com o mundo. Então através do champanhe, com o qual brindam, eles sonham para se refugiar da realidade. Se o espectador for capaz de compreender essa peculiar característica humana, concordará que o filme “Coffee and Cigarette” é simplesmente genial.

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