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Soy Cuba, O Mamute Siberiano


Sinopse No início dos anos de 1960, o famoso diretor soviético Mikhail Kalatozov, junto com uma equipe de 200 pessoas, filmou em Cuba a superprodução Soy Cuba. Este filme, que pretendia ser uma poderosa arma de propaganda para divulgar a revolução cubana, foi ignorado após sua estréia em Havana e Moscou e ficou desconhecido pelo público no Ocidente até sua redescoberta nos anos de 1990 por Martin Scorsese e Francis Ford Coppola. O documentário revela um momento chave na história do cinema através dos depoimentos dos atores e técnicos sobreviventes, e mostra o insólito contraste entre o brilho da alma eslava e os claros-escuros da cultura afro-cubana. Melhor documentário no Festival de Gramado de 2005 e no Festival de Guadalajara de 2005.

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Informações


Título no Brasil Soy Cuba, O Mamute Siberiano
Título Original Soy Cuba, O Mamute Siberiano
Ano Lançamento
Gênero Documentário
País de Origem Brasil
Duração90 minutos
Direção
Estreia no Brasil 13/01/2006
Estúdio/Distrib. Imovision

Elenco


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Comentários


22/01/2006 - Iara Helena Magalhães

1
  Ótimo
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É o primeiro filme documentário do jovem diretor brasileiro Vicente Ferraz, ex-aluno da EICTV - Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba e foi premiado no Brasil como melhor documentário no Festival de Gramado de 2005, melhor roteiro no Festival Cinema de Pernambuco e atração em festivais no México, no Peru e no Festival de Sundance.
O filme Soy Cuba, o mamute Siberiano, do diretor Vicente Ferraz, é um filme documentário, uma experiência de metalinguagem cinematográfica: um filme sobre um filme. Nesse sentido, Ferraz se empenhou em rastrear o percurso da experiência cinematográfica do filme Soy Cuba (1964), primeira co-produção cinematográfica entre Cuba e Moscou, dirigida pelo veterano diretor russo Mikhail Kalatozov (1903-1973) e o lendário diretor de fotografia Sergei Urusevsky (1908-1974).
Pouco antes de Ferraz iniciar seu filme, em 2004, os cineastas norte-americanos Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, descobriram o filme Soy Cuba (1964), numa retrospectiva do diretor russo Mikail Kalatosov nos Estados Unidos. Eles patrocinaram o projeto de restauração e relançamento mundial em cinema e em Home Vídeo do filme "Soy Cuba". No Brasil, o filme foi lançado por dois selos diferentes.
A realização do filme Soy Cuba (1964), fazia parte de um projeto de propaganda da Revolução Cubana, cerca de 200 pessoas trabalharam no projeto, incluindo soviéticos e cubanos, um dos escopos do filme era responder a política da guerra fria implementada pelos EUA. Soy Cuba (1964), é considerado, hoje, uma das mais experiências importantes da história do cinema, porém, quando de seu lançamento, foi um fracasso de público e de crítica nos dois países, foi considerado estetizante, experiência malograda em construir os ideais revolucionários e a cultura do povo cubano. O filme foi esquecido por 30 anos em latas de rolos no ICAIC- Instituto Cubano del Arte e Industria Cinematográficos.
O filme Soy Cuba, o mamute siberiano, tem uma estrutura narrativa híbrida, mistura de imagens dos bastidores das filmagens do filme Soy Cuba, depoimentos de profissionais cubanos e russos envolvidos na produção, reportagens sobre acontecimentos do cotidiano cubano nos anos 58 e 59, reportagens sobre visitantes ilustres do mundo do cinema, da filosofia e da ciência na ilha de Cuba, durante esse período, cenas de filmes latino-americanos, incluindo entre os brasileiros Deus e o diabo na terra do Sol, de Glauber Rocha, e inúmeras seqüências do filme Soy Cuba (1964). Esta estratégia tinha a finalidade de desvendar o mistério de como imagens fantásticas foram executadas tecnicamente, isto é uma tentativa de apreensão do extraordinário, aos poucos o diretor muda de direçao e seu filme cede lugar a um outro mistério, um mistério ordinário: como as pessoas que trabalharam na produção do filme se lembravam desta experiência, uma proposta de criação de memória.
O filme Soy Cuba , o mamute siberiano, vai adquirindo maior complexidade narrativa com a presença de um narrador delegado, que é próprio diretor, narrando em off e nos propondo a cumplicidade de seguirmos sua viagem de documentarista, nas passagens observacionais através das entrevistas das várias épocas e nas imagens de arquivo. Logo no início do filme, A câmera de Sergei Urusevsky acompanha do alto do vão entre dois prédios um velório na rua. A câmera entra por uma varanda, atravessa uma sala onde pessoas trabalham enrolando charuto, sai por outra janela, novamente na rua, seguindo do alto, rasante a procissão. Este plano seqüência de Soy Cuba é instante privilegiado da história do cinema, a câmera foi acoplada por meio de um ímã a um pequeno teleférico instalado na parte superior dos prédios, dando a sensação de que está "voando" sobre o cortejo fúnebre.
O objeto fílmico Soy Cuba (1964), é usado no filme de Ferraz com a função de signo. Um objeto transformado em signo: imagem- tempo. Imagem não abstrata do tempo, fazendo-nos ver o oculto do tempo, diferenciação dos presentes que passam e dos passados que se conservam. O tempo do filme Soy Cuba , o mamute siberiano, faz passar o presente conservando em si o passado, imagens - tempo possíveis, fundadas no passado e no presente, ambas complexas.
Ao percebermos as imagens do passado onde elas estavam presentes, os entrevistados se lembram de como elas se passaram no tempo e nós espectadores ricocheteamos no passado e no presente, como viajantes do tempo e saímos de nós mesmos.
A memória não está apenas no filme Soy Cuba, nem no filme Soy Cuba , o mamute siberiano, nem em nós mesmos. Somos nós que movemos uma memória, uma memória –filme, uma memória-cinema, uma memória –Cuba, uma memória-mundo. O presente não existe a não ser colado a um passado contraído se manifestando na coexistência de círculos mais ou menos dilatados contendo tudo ao mesmo tempo, e o presente é o limite.
Soy Cuba, o mamute siberiano, nos envolve a procurar uma lembrança!
Soy Cuba, o mamute siberiano, é um filme de um cinema do tempo!
Iara Helena Magalhães
Professora e Presquisadora em Cinema
Mestranda em Comunicação Semiótica na PUC/SP
Coordenadora do Curso de Cinema, TV e Mídia Digital/ UNITRI/Uberlândia. MG

03/12/2008 - Janaína

2
  Ótimo
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Excelente! Vi ontem no Canal Brasil. Junta cinema, história, emoção. Maravilhoso.

05/12/2008 - André Luís Ferrera

3
  Ótimo
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Muito bom! Mostra como um trabalho menosprezado pode ser revisto anos depois com um novo olhar. Vale ainda mais pela fotografia de Sergei Urusevsky e seus filmes infravermelhos.

30/01/2009 - Rosa

4
  Ótimo
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Muito bom!

02/09/2009 - Aninha (22 anos)

5
  Ótimo
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Muito bom tanto para quem quer conhecer um pouco outros modos de se fazer cinema, como para quem estuda russo e quer praticar sua audição.

20/05/2011 - Fernanda (29 anos)

6
  Ótimo
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Adorei o documentário, intrigou-me como a percepção das pessoas muda ao longo dos anos, o mais lamentável é o quanto essas pessoas ficaram esquecidas e faziam parte de um processo importante para a época, ainda bem que resgataram o filme.

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