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French Cancan
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- Sinopse
Após as obras amargas realizadas na América, que o afastaram do realismo poético e de uma experiência singular na Índia, onde realizou "Rio Sagrado" (1950), Renoir retornou à França. Iniciou com "Le Carrose D'Or" (1952), as grandes meditações sobre o espetáculo que caracterizam suas obras finais. Nesta fase, Renoir já não é mais o mesmo e, "French Can-Can" (1954) vira um marco em sua carreira, mais do que qualquer outro filme a partir de então. Parece refletir as mudanças sofridas. De fato, esse filme está nos antípodas das obras fundamentais de Renoir, nos anos 30. Em "French Can-Can" Renoir evoca a formação do Moulin-Rouge para mostrar, o contraste com "A Grande Ilusão", que os extremos se tocam, que Toulousse-Lautrec, não é senão a encarnação de uma aristocracia lançada no mundo do vício, para encontrar, no submundo da escala social e moral, uma dignidade que não se encontra na nobreza de sangue. Embora, não seja o último filme de Renoir, "French Can-Can" é a obra mais terna e mais alegre que ele fez no retorno ao seu país. Considerado como seu testamento fílmico.
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