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- Sinopse
Documentário que mistura fantasia e realidade para contar a história do mordomo Santiago Badariotti Merlo, que dedicou sua vida a servir a aristocracia, apesar de ser viajado, poliglota e dono de uma cultura extraordinária, mesmo vindo de origem humilde. As imagens foram rodadas em 1992, mas permaneceram intocadas por mais de 13 anos. Em 2005, o diretor voltou a elas.
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- Informações Técnicas
Título no Brasil:
Santiago Título Original:
Santiago País de Origem:
Brasil Gênero:
Documentário Classificação etária: Livre Tempo de Duração: 79 minutos Ano de Lançamento:
2007 Estréia no Brasil: 24/08/2007 Site Oficial:
Estúdio/Distrib.:
Vídeofilmes Direção:
João Moreira Salles
- Trilha Sonora
- Imagens do Filme

- Comentários
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08/11/2007 Nota: Bom Enviado por: Carol Carneiro | | O slogan do Cartola foi escrito no filme errado. (“música para os olhos”). Devido a minha falta de responsabilidade tive como dever fazer uma resenha sobre o filme Santiago, 2005. Isso não foi nada difícil, também nada fácil pelo fato de agora ver documentário com outros olhos. Confundo-me ao tentar definir o filme como ficção ou documentário, pela maneira limpa do diretor, João Moreira Salles, expor sua manipulação e direção de seu personagem. Veio-me O homem com a câmera na cabeça logo quando surgiu a primeira interferência do diretor, quando digo: “interferência” me refiro ao fato de João optar por mostrar, através da montagem, como é feita abordagem e repeti isso com freqüência ao longo do filme, (entende?!)... A partir daí ficou claro o distanciamento do “Mordomo” com “Joãozinho”, esse distanciamento já se anunciava logo no começo, com os planos abertos, onde deixava Santiago longe... Apesar de ser esse seu lugar, me incomodou a falta de intimidade; Quando digo que o lugar de Santiago é longe, me refiro ao seu próprio mundo criado durante anos de sua vida, referências misturadas com sua paixão por boxe e tango tornam-o cada vez mais interessante, chega ser horas até mais que a própria linguagem, fazendo com que o espectador embarque junto na viagem das sacolas vazias cheias de ar ao som das castanholas. Totalmente poético e bem dirigido, adoro a forma como o próprio João M. Salles analisa seu filme no final, chega a soar como poesia sua narração, as imagens de folhas secas, pois, clássica da morte será por acaso?! Qual a probabilidade dela ter caído no mesmo lugar? Será que é a mesma das Filosofadas de Santiago ser filmadas em um take só?! João segue uma linha de jogo limpo do ínicio ao fim, ele sabe o quanto estava distante, isso reflete nitidamente através da estética, montagem, narrativa e fortalece o que dizia Werner Herzog: O filme está no tempo morto. Deixando a câmera ligada observando em silêncio Santiago, conseguindo registrar “surtos carismáticos” corporais, fazendo com que as imagens falem por si acompanhadas de um bom tango, onde continua a tocar narrando a história como se continuasse a dizer o que as imagens já não falam pela escuridão da tela preta. |
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27/07/2008 Nota: Ótimo Enviado por: Ivo Korytowski | | Santiago - o mordomo - foi simplesmente um ser humano genial. Não genial como um Einstein, mas interiormente genial - como meu falecido pai, talvez, que no hospital à véspera da morte lia um livro. Se não o conheci pessoalmente, pelo menos tive a emoção de vê-lo por hora e meia neste filme precioso. Não é um filme para qualquer um. Mas para alguns valerá mais que mil superproduções. |
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