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O Salário do Medo

  (Le salaire de la peur)
Sinopse A isolada cidade de Las Piedras no meio de uma selva na América do Sul, é umautêntico refúgio para criminosos de todo o mundo. Quando um incêndio num poço petrolífero se inicia, um bando de desesperados se encarrega da missão de transportar uma perigosa carga de nitroglicerina através das estradas de terra que cortam a selva. Durante essa longa e dura experiência, Bimba (Peter Van Eyck) um alemão, Luigi (Folco Lulli) um italiano e os franceses Mario (Yves Montand) e Jo (Charles Vanel) um ex-chefão do crime, cortando estradas esburacadas, enlameadas e cheias de perigosos obstáculos, lentamente transportam nas carrocerias de dois caminhões, uma tonelada de explosivos. Assim, tem início uma tensa rivalidade entre os quatro homens que pretendem usar essa oportunidade para fugir, mas cujo resultado pode ser a morte de todos.

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Informações


Título no Brasil O Salário do Medo
Título Original Le salaire de la peur
Ano Lançamento
Gênero Aventura / Drama / Suspense
País de Origem França / Itália
Duração131 minutos
Direção
Estúdio/Distrib. New-Line

Elenco


... Mario
... M. Jo
>> Ver todo o Elenco...

Trilha Sonora


“The Blue Danube”Composta por Johann Strauß

Trailer



Comentários


14/05/2008 - Maiquel

1
  Não vi
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Apenas lí o livro... Estou baixando o filme e muito ansioso para vê-lo! PS. O lívro é ótimo!

07/05/2009 - Paulo (28 anos)

2
  Péssimo
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Filme absurdo. É ambientado num campo e se foca muito numa taverna. Não tem assunto, mostram uma conversinha aqui, outra acolá, por isso não posso fazer uma boa crítica. Aparece um homem de chapelão, gente tomando banho ao ar livre, pobreza, conversas em francês e espanhol e a Vera Clouzot é a faxineira no bar.

16/05/2009 - Rodolfo (50 anos)

3
  Ótimo
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Com certeza um dos melhores filmes da história do cinema mundial. Simplesmente marcante, aterrador, vai fundo na alma. Certamente não é um filme para acéfalos acostumados a assistir porcarias americanas sem sentido e sem razão, marcadas apenas por defeitos especiais. Filme simplesmente excepcional. Nota 10!

27/02/2010 - Kley (36 anos)

4
  Ótimo
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Ótimo clássico dos suspenses, talvez o melhor filme de Hitchcock sem ter sido dirigido por Hitchcock. Uma verdadeira aula de cinema. Clássico absoluto. Li o livro do Georges Arnaud, e posso garantir que tanto a obra quanto o filme são de um impacto fora de série.

22/05/2010 - Michael Carvalho Silva (34 anos)

5
  Ótimo
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Um dos filmes mais marcantes de todos os tempos com a direção primorosa de Henri Georges Clouzot e roteiro, produção e atuações idem. Realmente um clássico incontestável da sétima arte.

16/03/2011 - José Vidal de Negreiros (80 anos)

6
  Ótimo
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Mais uma obra de Clouzot, o Salário do Medo me impressionou por causa do tema. O que é a vida diante dos vários tipos de tsunami? A necessidade de ganhar o pão de cada dia nos conduz ao sacrifício de tentar um salário, sem dar importância ao que pode acontecer. De tão satisfeito pelo que acabara de realizar, Yves Montand (Mario) procurou Danúbio Azul para completar sua proeza morreu num acidente automobilístico quando já estava perto de casa.

20/11/2012 - Alfredo Fernandes (43 anos)

7
  Ótimo
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Filme de aventura excepcional, mostrando a face
obscura e cruel do capitalismo selvagem.

27/07/2015 - Julio Simi Neto (58 anos)

  Ótimo
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Filme tenso, ótimas atuação e que marcou uma época. O nosso internauta Paulo acho que assistiu a um outro filme, porque o "Salario do Medo" é inteligente e único.

29/09/2015 - Alexandre Cataldo (43 anos)

  Ótimo
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Julio, certamente o que aconteceu com o Paulo (que comentou em 2008) foi o seguinte: assistiu apenas ao "primeiro ato" do filme, aquela parte (convenhamos, um tanto arrastada, mas propositalmente) que se passa no vilarejo, realmente tendo como ponto de convergência a taverna "O Corsário Negro", do Hernandez. Isso é algo que "me preocupa" em relação a esse filme, quando quero indicá-lo a alguém: é quase certa essa estranheza no início, esse desconforto, essa pergunta "Puxa! Dizem que isso é um filmaço, mas é só isso? Gente conversando num vilarejo? Pobreza por todo lado?"; e eu sempre torço pra que a pessoa consiga superar essa primeira parte, pois o que faz com que O Salário do Medo seja um filmaço é, sem dúvida, tudo o que vem depois (a estrada). E, aí sim, aquela primeira parte, que pareceu arrastada num primeiro momento, começa a fazer sentido (tanto que dá até vontade de voltar e ver o início arrastado novamente) : o ambiente angustiante, enfadonho, sem esperanças, sem perspectivas, de Las Piedras, faz com que a loucura de dirigir um caminhão cheio de nitroglicerina por estradas esburacadas não soe tão loucura assim. Era uma fuga desesperada. Infelizmente, o Paulo não "venceu" o marasmo do "primeiro ato" do filme.

14/02/2018 - Zequita (57 anos)

  Ótimo
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Alguns reclamam da primeira parte de “O Salário do Medo”, por seu ritmo lento, onde são apresentados os personagens e seus dramas pessoais. Somente uma hora depois é que os vemos aqueles homens em ação, após aceitarem a terrível tarefa que poderá custar-lhes a vida. O diretor realmente não tem pressa, primeiro expondo as mazelas e problemas da região, para somente depois despejar toda a inquietude relacionada ao perigoso emprego. Tudo é extremamente bem feito (repare como Clouzot explora muito bem os efeitos sonoros e os cenários que parecem saídos de um filme pós-apocalíptico). Uma produção de primeira, com Montand bem à vontade no papel central. Mas quem rouba as cenas é Charles Vanel, em uma atuação excepcional que lhe valeu o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes. A obra também recebeu o Grand Prix em Cannes, além do BAFTA de melhor filme Nota 10.

14/02/2018 - Bolota (67 anos)

  Ótimo
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Num país miserável da América Central (Guatemala), quatro homens são selecionados para transportar uma imensa carga de explosivos (200 galões de nitroglicerina) destinada a extinguir um incêndio num poço de petróleo da SOC (Southern Oil Company), por uma estrada de difícil acesso. Thriller de suspense de George-Henri Clouzout, produzido em 1953 e baseado no romance homônimo de Georges Arnaud (Clouzot fez a adaptação e os diálogos do filme). Num primeiro momento, Clouzot nos apresenta Las Piedras, pequena cidade degradada pela miséria e abandono completo no interior da Guatemala, cuja única atividade produtiva é estar próximo da exploração de petróleo da SOC, companhia petrolífera norte-americana. É em Las Piedras que se encontra a sede regional da SOC. O calor, desemprego, subemprego e miséria, assolam a pequena cidade. Ruas esburacadas, sem pavimentação, cheias de poças d’água estagnada, com vira-latas transitando com indolência. Logo nas primeiras cenas, Clouzout expõe a síntese cruel daquele cenário urbano degradado onde irá se desenrolar o thriller em seus primeiros momentos: uma criança nativa brinca com insetos numa poça de lama. A seguir, vislumbra-se o cenário de subdesenvolvimento absoluto. Ao lado de transeuntes miseráveis, vê-se alguém pedindo esmolas. Uma mulher carrega uma lata d’água na cabeça (é provável que não exista saneamento básico em Las Piedras). Uma senhora idosa vende algum petisco num carrinho. Aos seus pés, um vira-lata atento ao que se passa. Enfim, o thriller de O Salário do Mêdo passa-se num cenário de subdesenvolvimento perverso, típica "República das Bananas", quintal do imperialismo yankee. É o cenário pleno da exceção da modernização capitalista. É nele que se desenrola o drama existencial de homens estranhados imerso num thriller de mêdo e de angústia. Ao abrir o filme com a cena da criança brincando com insetos numa poça de lama, Clouzot traduz numa imagem o drama existencial de O Salário do Medo. É a metáfora da barbárie social. O recurso metafórico da bárbarie humana, em sua forma primordial, foi utilizado também, por exemplo, nas primeiras cenas de "Meu ódio será sua herança”, de Sam Peckinpah (de 1969), em que crianças assistem com satisfação um escorpião ser devorado por formigas do deserto. Nota 1000.

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