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O Banheiro do Papa (Baño del Papa, El)
   





 
  • Sinopse
    Em 1988, o Papa João Paulo II visitou a humilde cidade de Melo - que fica na fronteira do Uruguai com o Brasil. Os moradores mobilizaram-se numa série de preparativos para a chegada do religioso. Estimava-se a visita de centenas de milhares de visitantes e os moradores contavam com esse evento para mudarem de vida. Muitos venderam casas, terrenos e outros pertences para comprar carnes, lingüiças, pães e afins para abastecer o público esperado com comida o suficiente. O filme acompanha principalmente o drama de Beto (César Troncoso) e sua família. Ele tem a idéia de construir um banheiro coletivo para o uso dos visitantes.

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  • Informações Técnicas
    Título no Brasil:  O Banheiro do Papa
    Título Original:  Baño del Papa, El
    País de Origem:  Uruguai / Brasil / França
    Gênero:  Drama
    Classificação etária: 10 anos
    Tempo de Duração: 97 minutos
    Ano de Lançamento:  2007
    Estréia no Brasil: 14/03/2008
    Site Oficial:  http://www.elbanodelpapa.com
    Estúdio/Distrib.:  Imovision
    Direção:  César Charlone / Enrique Fernández
     
  • Elenco
    César Troncoso ... Beto
    Virginia Méndez ... Carmen
    Mario Silva ... Valvulina
    Virginia Ruiz ... Silvia
    Nelson Lence ... Meleyo
    Henry De Leon ... Nacente
    Jose Arce ... Tica
    Rosario Dos Santos ... Teresa
    Hugo Blandamuro ... Tartamudo
     
  • Trilha Sonora

     
  • Imagens do Filme



     
       
     
       
     
       
     
       
     
       
     
       
     
       
  • Trailers
    Veja aqui o trailer do filme em Windows Media Player.
     
  • Comentários

    1  22/03/2008  Nota: Ótimo  Enviado por: Guerreiro Parmezam
    Desde o ano passado, quanto foi exibido na última mostra de cinema de São Paulo, venho perseguindo este filme. Na época, mesmo chegando duas horas antes do horário de exibição, todos os ingressos já haviam se esgotado e ainda havia fila de espera. Frustrado, tive que esperar sua estréia no circuito tradicional. Não me farei de rogado: o filme é muito melhor do que eu esperava. Parece uma história banal – a venda de serviço higiênico durante a visita de João Paulo I a uma miserável cidadezinha da fronteira entre o Uruguai e o Brasil – mas acaba se transformando num raro momento de reflexão sociológica sobre a pobreza e as alternativas das gentes desfavorecidas diante de um capitalismo selvagem e de um Estado ausente nas questões sociais. Não espere pela beleza óbvia na obra. Tudo no filme é uma "Caras" ao avesso. As pessoas são feias e mal sucedidas; o lugar é um cemitério de sucatas, incluindo aí também a vida, o presente e o futuro de seus habitantes. A grande maioria desses “pobre-coitados” vive do trabalho informal, principalmente através de travessia de muambas, que se não fosse somente estafante – são 120 quilômetros, diários, feitos em bicicleta, de ida e volta – é também super arriscado, pois sofre aquilo que é clássico em republiquetas: a implacável não misericórdia do Estado, aí representado pelos “oficiais” de fronteira, juntamente com a silenciosa conivência a uma espécie de coiotismo privado, representado pelo personagem Meleyo que, simultaneamente, humilha e desfalca os muambeiros, além de se configurar num óbvio foco de corrupção. A proeminente visita de “Sua Santidade” à cidadezinha é o ponto de partida de uma tragicomédia: o empenho do protagonista, o muambeiro machucado, “desempregado” e pseudo-empreendedor Beto em construir um banheiro coletivo, a fim de atender as necessidades fisiológicas das centenas de milhares de visitantes que o lugar espera receber. Os paupérrimos moradores de Melo se organizam em virtude de faturarem alguma coisa durante o evento e, quase todos, se endividam na montagem de barraquinhas fast-food. A oferta de um banheiro parecia um negócio da China. Afinal, depois de viajarem, comerem e beberem tanto, todo mundo deveria ter de se aliviar... A construção do “Banheiro do Papa”, a obtenção de um pequeno capital necessário à obra, o sonho de ser jornalista de Silvia – filha de Beto – a movimentação da cidade em torno do evento, enfim tudo se torna um amargurado pretexto para a obra escancarar o verdadeiro drama social do lugar, sem maniqueísmo, sem pieguice. O expectador se contrai em sorrisos amarelos, as piadas nos fornecem uma incomodada alegria deprimida. Nem sempre é fácil rirmos das desgraças. O filme termina com a tal visita de João Paulo, o “Papa viajante”. O que parecia uma simples alvenaria sanitária; o que era pra ser um momento de euforia econômica, se tornam um thriller de suspense, obviamente de final infeliz. A chegada desesperada de Beto à cidade, “contrabandeando” uma privada, em cadeia nacional, é o ápice de uma tragédia social anunciada. Melo não serviria nem para depósito de excrementos? O filme surpreende também por não resvalar numa tentativa politicamente correta de documentário. Como o próprio diretor nos fornece no prólogo da obra: “é algo que bem poderia ter existido. ” E dessa vantagem extraímos aí um certo alto astral de toda tragédia vivida por Melo e seus moradores. O filme termina com uma natural gargalhada e sentimos um certo alívio extra: a beleza está na capacidade do povo em geral em superar as adversidades de uma vida sofrida. E isso é muito bonito!

    2  29/04/2008  Nota: Não vi  Enviado por: Fernando
    Ótimo comentário guerreiro... Só fiquei preocupado de você contar o filme quase inteiro... Espero que tenha servido pra aumentar as expectativas do publico... Parece ser uma excelente opção... Aqui em BH chegou estes dias...

    3  15/05/2008  Nota: Bom  Enviado por: Fernando
    Na verdade achei o filme um pouco monótono... Talvez pela imagem horrível que estava na sala do cinema que assisti e também pela trilha que por sinal é escassa no decorrer do filme (com exceção de uma cena no final onde rolou uma junção de imagens com umas vozes no fundo que ficou fascinante)... No entanto, nada disso deve ser levado em conta se a história é interessante e leva o espectador a refletir... O Banheiro do Papa acaba fazendo isso... O mais interessante é a postura da família (principalmente da esposa) frente as peripécias do marido Beto... Até a pobrezinha da filha do casal uma hora despenca pelo esforço e dedicação do pai em simplesmente ACREDITAR que algo pode dar certo para que o futuro seja melhor... No mais - Viva o cinema alternativo! Apesar da margem de publico desprezível, diretores que estão fora do "metiê holywoodiano" estão de parabéns pelas ousadas e corajosas produções cinematográficas... Pouco dinheiro mais muito conteúdo...


    4  25/05/2008  Nota: Ótimo  Enviado por: Krika
    Adorei o filme. Assisti, mas pela crítica veiculada, e não me decepcionei. O Guerreiro aí em cima sempre arrasa nas suas colocações.


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