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Julieta


Sinopse Julieta (Emma Suárez/Adriana Ugarte) é uma mulher de meia idade que está prestes a se mudar de Madri para Portugal, para acompanhar seu namorado Lorenzo (Dario Grandinetti). Entretanto, um encontro fortuito na rua com Beatriz (Michelle Jenner), uma antiga amiga de sua filha Antía (Blanca Parés), faz com que Julieta repentinamente desista da mudança. Ela resolve se mudar para o antigo prédio em que vivia, também em Madri, e lá começa a escrever uma carta para a filha relembrando o passado entre as duas.

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Informações


Título no Brasil Julieta
Título Original Julieta
Ano Lançamento
Gênero Drama
País de Origem Espanha
Duração99 minutos
Direção
Estreia no Brasil 07/07/2016
Estúdio/Distrib. Universal Pictures
Idade Indicativa 14 anos

Elenco


... Julieta
... Julieta Joven
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Trilha Sonora


“Si no te vas”Escrita por Cuco Sánchez
Interpretada por Chavela Vargas

Trailer



Comentários


07/07/2016 - Fvfraga (29 anos)

  Bom
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---///---O diretor espanhol Pedro Almodóvar é venerado no mundo cinéfilo e pela crítica de cinema, por abordar temáticas polêmicas de forma acertadamente exagerada e com seus desfechos, por vezes, satisfatoriamente chocantes. Sua estética, com cores primárias vibrantes, além da sua verve melodramática, dignas das melhores novelas mexicanas, são suas marcas registradas. Quando não encontramos essas características, as quais seus fãs estão acostumados e tanto amam, expressas de forma explícita, a primeira impressão é de decepção ao assistir alguns de seus filmes mais recentes, como ‘Abraços Partidos’ de 2009, ‘Os Amantes Passageiros’ de 2011 e o lançado no Brasil neste ano de 2016, ‘Julieta’. ---///---Após chamar atenção com ‘Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão’, na década de 80, Almodóvar se tornou um cineasta de prestígio e com um fã clube apaixonado. Isso foi conseguido com o sucesso de vários filmes, ainda que entre um público reservado, porém qualificado, como ‘Ata-me!’ de 1990, ‘Carne Trêmula’ de 1997, consagrando-se com ‘Tudo Sobre Minha Mãe’ de 1998, longa-metragem com o qual ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. A partir daí nos presenteou com outras pérolas cinematográficas, como ‘Fale com Ela’ de 2002 (Oscar de Melhor Roteiro Original), ‘Má Educação’ de 2003, ‘Volver’ de 2005, ‘A Pele que Habito’ de 2011, entre outros.
---///---Sua representação e identificação com a comunidade LGBT, também reforçou sua idolatria ao abordar de forma corajosa antigos tabus, como a homoafetividade e a transexualidade em filmes como ‘Tudo Sobre Minha Mãe’. Em ‘Má Educação’ utilizou muitos aspectos autobiográficos, para discutir a pedofilia na igreja e o reflexo dela na vida de homossexuais. O clímax de suas discussões sobre gênero foi com ‘A Pele que Habito’, onde discutiu o tema de forma imensamente criativa, longa este, que apesar de não ter sido tão premiado quanto outros dele, aumentou ainda mais seu prestígio no mundo do cinema. ---///---‘Julieta’ não vai figurar na sua lista de “melhores filmes”, provavelmente vai ser considerado um Almodóvar “menor”, assim como o divisor das opiniões da crítica de cinema ‘Abraços Partidos’ de 2009 e o amplamente reprovado, por críticos e fãs, ‘Os Amantes Passageiros’. Da mesma forma que estes, passará longe de ser uma unanimidade de crítica, será severamente desdenhado por alguns e considerado subestimado por outros. Certo é, que quase todo o tipo de produção audiovisual com as quais ele se envolve, merecem uma atenção especial, sejam em seus filmes “autorais”, os quais ele escreve e dirige, ou mesmo em outros, os quais ele assina como produtor, como os recentes longas-metragens argentinos ‘Relatos Selvagens’ de 2014 e ‘O Clã’ de 2015. ---///---Em ‘Julieta’, os exageros característicos do diretor espanhol estão mais contidos, pois ainda que sua palheta de cores continue exuberante e seu melodrama ainda esteja marcadamente presente, sua temática não polemiza, nem choca, além do corriqueiro. Isso vai ser considerado um defeito por muitos, porém é no mínimo interessante ver Pedro Almodóvar produzir algo um pouco mais “convencional”. O foco narrativo aqui se debruça sobre uma estética visual mais “sóbria” e no seu texto adaptado do livro ‘Fugitiva’, da escritora canadense ganhadora do Nobel de Literatura em 2013, Alice Munro. O roteiro foi baseado em três contos do livro publicado em 2004 e lançado no Brasil em 2006, para construir a história de Julieta. “Acaso”, “Logo” e “Destino”, que apresentam três momentos diferentes na vida da personagem Juliet, que no filme foi rebatizada com a versão latina do nome. ---///---Algumas de suas cenas referenciam visualmente o filme de Alfred Hitchcock, ‘Um Corpo que Cai’ de 1958, nítidas também, na trilha sonora do parceiro de longa data do diretor, Alberto Iglesias. ‘Julieta’ é um filme sobre culpa e ressentimentos familiares, que no longa parecem dramaticamente enfatizadas, mas que provavelmente está cheia de exemplos muito parecidos no mundo real. Os movimentos de câmera são utilizados de forma eficaz, com belos “planos detalhe” em roupas e objetos, assim como composições de cena que reforçam os sentimentos das personagens, também expressas nas mudanças corporais da atriz principal, principalmente em seus penteados. Temos aqui um contador de histórias, que está mais interessado em transmitir a consternação dos protagonistas, através das imagens, do que pelos diálogos do roteiro, relação que era melhor equilibrada em seus melhores filmes anteriores. ---///---Provavelmente, para quem tiver contato com os textos de Alice Munro, o filme vai comunicar mais facilmente, mas infelizmente ele não vai dialogar tão facilmente com quem não tiver lido nenhum dos contos. O roteiro adaptado pelo próprio Almodóvar deixa a desejar, escolhendo algumas soluções de conflitos e diálogos, no mínimo descuidados, que atrapalham nossa probabilidade de conexão emocional com as personagens. Ainda assim, a direção de um cineasta diferenciado como este, vale uma ida ao cinema para conferir seu mais recente trabalho, que só não vai agradar os fãs cinéfilos mais radicais, que forem ao cinema com uma expectativa muito alta. ---///---Quem aceitar a dica de conferi-lo no cinema e conseguir ignorar as não tão relevantes falhas da produção, vai se agradar das performances de um elenco muito qualificado. Destaque para Emma Suárez (Julieta aos 50 anos) e Adriana Ugarte (Julieta aos 30 anos), que merecem nossa expectativa e um olhar atento em futuros trabalhos seus, além de outros atores não menos notáveis, antigos parceiros de Almodóvar, como Dario Grandinetti (Lorenzo) e Rossy de Palma (Marian).

07/07/2016 - Sérgio Sarmento (62 anos)

  Ótimo
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Assisti NO CINEMA, nesta data, quando do primeiro dia e já na sessão inaugural e da estreia nacionalmente. Olha! A gente que acompanha o trabalho de Almodóvar, sempre NO CINEMA, desde o início de sua carreira nos anos 80 do século passado. E por isso, por essa particularidade, confesso para vocês que é sempre uma festa inenarrável para um apaixonado, como eu, assistir um filme deste homem que faz e adora CINEMA como eu. Por isso, e como tenho disponibilidade de tempo, já vou logo no seu lançamento e na primeira hora, para "matar" minha curiosidade. Sou fã ardoroso e por isso adoro essa "breguice" que são a grande maioria de seus filmes. É claro que seu filme atual tem defeitos. Mas é mais um melodrama, com toda a identidade, de seu diretor. Com isso quero dizer que já assisti tudo aquilo e sei de "cor e salteado" como dizíamos no século passado. Mas não ligo para isso! Devido toda nossa paixão pelo cinema singular de Almodóvar. O que interessa é ver materializado ali naquela tela grandiosa, em nossa frente, mais uma obra com todos os problemas familiares e as suas idiossincrasias e que por vezes é a nossa própria. Com uma belíssima fotografia. O que é lindo aquela casa e aquele mar em frente! Cruz um credo! E aquelas cores extravagantes, e aquela arte desenvolvida pela personagem Ava (Inma Cuesta) e aqueles vestidos usados tanto na jovem Julieta, no passado, como o da Julieta nos dias atuais. Sensacional! Não encontro outra palavra para resumir tudo aquilo. E as atrizes! Provando mais uma vez que o cineasta conhece muito bem (talvez o maior deles) a "alma" feminina é ele, Almodóvar. Suas mulheres são maravilhosas. Podemos até discordar. Mas quem melhor fez o personagem Julieta é a jovem, bonita e talentosa Adriana Ugarte. Interpretação superior mesmo. Pois apesar do talento da veterana, e não menos bonita, Emma Suárez associado a todo o seu sofrimento. Não foram maiores que o martírio da novata Ugarte. E depois a narração, o depoimento da atriz Emma "deu nos dedos" deste resenhista. Tudo isso devemos exatamente por sua mesmice irritante. Mas quem está bem igualmente são os coadjuvantes do filme. Mulheres, é claro! Sito tão somente uma atriz que é sempre habitue desde os primeiros filmes do diretor. Falo, pelo papel, da surpreendente, misteriosa é ótima Rossy de Palma. Enfim! É mais uma obra cinematográfica que tem as digitais de Almodóvar o grande cineasta espanhol. O maior deles depois certamente do ícone, do genial Luís Buñuel (1900/1983).

20/07/2016 - Morgana (25 anos)

  Regular
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Bem, antes de assistir ao filme eu já sabia exatamente o que me espera e que eu, de fato, não acharia muito bom. Acredito que o que você tem que levar em consideração ao ver um filme desses é que ele será simplesmente uma história contada, querendo despertar sensações em você. Não necessariamente te dar uma lição, te fazer refletir... Acho que não me identifico com esse estilo de cinema, pois sempre saio dele pensando no que o filme quis passar (e as vezes a resposta é: nada!). Para mim foi o que ocorreu neste filme. Assisti, é interessante, já vi piores (certamente) mas, vamos lá!Mostrar Spoiler É somente uma história que nem sequer explica direito o final (e não venha me dizer que é para o espectador imaginar que é balela) . Enfim, para você que é cinéfilo, gosta de películas do Almódovar, gosta de dramas profundos e arrastados, vá na fé. Mas se você espera um pouquiiinho mais, sugiro assistir totalmente despretensioso (a) ou não assistir.

20/07/2016 - Sérgio Sarmento (62 anos)

  Não vi
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Só voltei ao site IF pelo comentário da jovem Morgana de 25 anos. Que mesmo não concordando, ou quase sempre, com que escreve. E isso inclui que ela raramente aparece por aqui. Por isso quando leio alguma de suas resenhas se torna um acontecimento para mim. E depois com certeza são inteligentes e conseguimos captar algo próximo a isso. Ou talvez, ainda, seja principalmente pelo seu nome. Que me lembra de livros (principalmente As Brumas de Avalon da norte americana Marion Zimmer Bradley (1930/1999) que falam sobre a lenda do rei Artur. E suas mulheres que o cercavam. São varias! Mas a que nos interessa é Morgana sua irmã. Mas também é conhecida como Morgana das fadas, feiticeira e finalmente como bruxa. É uma mulher que tem uma importância na vida do rei Artur, pois aparece como agente tanto na coroação e em sua destruição (destituição). Portanto não é "de graça" que seu nome vem precedido de boas lembranças para mim. Por outro lado só realizei este preâmbulo para chegar em uma perguntar para você. Como uma jovem esclarecida vem escrever e que mesmo conhecendo, o que vai ver (e não vai gostar) e, ainda, que "não se identifica com esse tipo de cinema" (palavras suas), consegue adentrar em um cinema que apresenta um filme de Almodóvar? Com cineastas autorais, tipo este espanhol, a gente que conhece um pouco "da coisa" sabe e adora tudo aquilo. Eu me deslumbro com tudo que faz. Mesmo sabendo que a obra é copia de outros filmes do diretor que conheço há quase quarenta anos. Portanto é mais um comentário seu (infelizmente poucos que escreves) que leio e com toda sinceridade não consigo captar onde uma jovem que procura obras cinematográficas diferenciadas como você quer chegar. Ah! Já estava esquecendo. Você escreve que os filmes do espanhol são "drama profundos" Não concordo com você! Eles são fáceis e por isso cativantes. Principalmente porque descrevem situações muito próximas a nós. São os dramas familiares no seu dia a dia e que podem acontecer para qualquer família humana. Ou qualquer coisa próxima a isso. Encerro dizendo que espero de coração que a jovem Morgana pelo menos leia meus questionamentos. Até seu próximo comentário e que seja breve. Um beijo de admiração!

21/07/2016 - Morgana (25 anos)

  Não vi
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Querido Sarmento! Obrigada pela resposta! Sempre leio seus comentários antes de ver um filme (como 99,99999% do IF, rs). Respondendo aos seus questionamentos... Eu fui convidada por uma amiga para assistir ao filme. Fui mais pela companhia do que pelo filme propriamente dito e até me surpreendi, pois o cinema estava bem cheio! (inclusive é um cinema alternativo aqui no E.S. Que não passa 'quaisquer filmes'). Pois bem, digo que já sabia o que me esperava, pois assisti "A pele que habito" e tive as mesmas conclusões e imaginei que não seria muito do meu tipo de filme este "Julieta". Acredito profundamente que é uma questão de amadurecimento também (não amadurecimento de idade e sim de cabeça mesmo!), talvez com o tempo eu passarei a apreciar mais este tipo de arte. Discordo um pouquinho, pois achei o filme bem profundo, mostra o sofrimento, angústia de Julieta de uma forma central no filme; tantos acontecimentos na vida da bela moça. Contudo concordo com o senhor que é um drama "fácil" mesmo. Obrigada por tirar um tempo para ler e responder ao meu comentário! Fico lisonjeada. Eu realmente busco assistir filmes diferentes quando posso, mesmo sabendo que não me identifico. Como por exemplo os filmes de Lars Von Trier que simplesmente não consigo gostar e sempre vejo que você dá notas ótimas para eles. Inclusive, esta minha amiga que me convidou gosta muito do estilo do Almodóvar e do Lars Von Trier. Ficamos discutindo sobre DogVille, cada uma com uma opinião muito diferente, rs! Adoro essas discussões para abrir a mente, faz muito bem! Sobre meu nome, todos comentam sobre As Brumas de Avalon. Confesso que ainda não li e providenciarei urgentemente este feito para poder tecer meus próprios comentários! Obrigada novamente! Um grande beijo.

16/10/2016 - Henrique (58 anos)

  Ótimo
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Pedro Almodóvar é um gênio, uma história simples nas mãos dele se torna grandiosa, Julieta é um filme verdadeiro, emocionante e a atriz que faz Julieta mais velha é magnifica.

05/12/2016 - Kassio (19 anos)

  Ruim
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Um filme que pela capa me chamou atenção, mas no fim não me prendeu e despertar sequer alguma coisa em mim.

24/04/2017 - Julio Simi Neto (60 anos)

  Bom
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Almodóvar como sempre levando às telas e com muita competencia seus dramas femininos. O jogo de cores, os cenarios e atuações mostram que este Diretor não esta de brincadeira. É mais um filme que prende com um roteiro genial.

20/06/2017 - Elvira Akchourin do Nasci (62 anos)

  Ótimo
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A que ponto o sentimento de culpa pode arruinar uma vida? Esta é uma das questões levantadas no sensível filme Julieta. A personagem carrega, desde a juventude até a meia-idade, intensos remorsos sobre acontecimentos pelos quais, na verdade, não foi a responsável. Todo esse sofrimento é narrado numa espécie de flashback, por meio do diário por ela escrito: dois encontros importantes num trem, um trágico acontecimento familiar, o afastamento da filha Antia (que, pelo visto, herdou da mãe esse peso sobre as costas). Felizmente, Julieta acaba encontrando momentos de paz, alegria e esperança, ao lado de Lorenzo, em um final que se prenuncia feliz. O diretor Pedro Almodóvar não carrega nas tintas, ao contrário, os sentimentos são mostrados de maneira suave e delicada. Ótimas atuações do elenco e belas paisagens espanholas.

26/06/2017 - Bessa38 (78 anos)

  Regular
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Já assisti a maioria dos filmes de PEDRO ALMODOVAR, porém, neste ele ficou devendo, acredito que sua mina já esgotou. Igual a inúmeros filmes abordando, o tema de relacionamento de mãe e filha, este peca pelo excesso de choradeiras. Não recomendaria.

12/07/2017 - Paulo Nobre (60 anos)

  Ótimo
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Gostei muito desse roteiro adaptado (baseado en "Destino", "Pronto" y "Silencio" de Alice Munro) feita por Pedro Almodóvar, para o cinema. Para mim elogiar Pedro Almodóvar é "chover no molhado". Por menos maravilhoso que seja seu filme sempre consigo ver alguma coisa boa e interessante nele. "Grandes diretores são grifes naturais. Num certo momento da vida, acabamos vendo todos os filmes de Hitchcock, Spielberg, Bergman, Allen, Wilder, De Palma, Scorsese. Com Almodóvar não é diferente. " Nesse filme em questão temos mais um drama envolvendo mulheres fortes. As atuações das atrizes Emma Suárez e Adriana Ugarte foram muito boas. A fotografia é linda e os enquadramentos magníficos. As cores fortes, que são características suas estão presentes, como sempre. Ou seja, o filme VALE A PENA! E GOSTO NÃO SE DISCUTE!

12/02/2018 - FabioKubrick (38 anos)

  Bom
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Mais um bom filme do grande Almodovar, história comovente e com imagens belissimas.

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