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Um Homem Comum

  (An Ordinary Man)
Sinopse Criminoso de guerra e procurado mundo afora, um general que vive escondido há anos será transferido para outro lugar. Nesse novo esconderijo, ele conhece Tanja, sua nova camareira, e um estranho relacionamento surge entre eles, já que ambos possuem passados misteriosos. Aos poucos, o general e a camareira começam a se conhecer e mais detalhes sobre as vidas de ambos vêm à tona. Quando a calmaria parecia estar se estabelecendo na vida do general, a camareira lê a notícia de que há uma recompensa milionária para quem souber onde o fugitivo está. Preocupado com a segurança da garota, o atormentado homem acredita que a solução será enfrentar o passado e voltar para casa, mesmo que isso custe sua vida.

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Informações


Título no Brasil Um Homem Comum
Título Original An Ordinary Man
Ano Lançamento
Gênero Drama / Suspense / Guerra
País de Origem Sérvia / EUA
Duração90 minutos
Direção
Estreia no Brasil 29/11/2018
Estúdio/Distrib. Mares Filmes
Idade Indicativa 14 anos

Elenco


... The General
... Tanja
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Trailer



Comentários


29/11/2018 - Sérgio Sarmento (65 anos)

  Bom
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Assisti NO CINEMA nesta data quando de seu lançamento em solo nacional efetivado no dia de hoje. Olha! Bom filme! É mais um filme que mostra a história de um general sérvio (um dos muitos países que surgiram após a divisão de um pais chamado Iugoslávia (quem mandava e desmandava era o General que surgiu logo após a segunda guerra com muita força que era o senhor Josip Broz TITO) e que era um assassino (na guerra da Servia) em potencial. O filme loucamente procura retratar de uma maneira bem didática como um ser como aquele general vivia e sempre com a ajuda de "camaradas" de seu tempo de guerra. O legal é quando entra uma espécie de empregada domestica e com variantes para guarda costa e motorista. O papel de general e defendido ao natural pelo ótimo ator britânico, mas de ascendência indiana que é Ben Kingsley que mais uma vez "brinca" de atuar. Que grande ator é este homem! A segunda figura em importância no elenco é a islandesa, bonita e contida para um baita papel. Falo de Tanja defendida por uma excelente atriz Hera Hilmar. Mas tudo isso colabora em muito o diretor, roteirista e produtor norte americano Brad Silberling. Enfim e termino mais um comentário para o InterFilmes para dizer: É filme relativamente curto de 90 minutos, mas que fornece um belíssimo combustível para que possamos discutir mais uma vez um pais que fazia parte da outrora "Cortina de Ferros", ou seja, uma das nações satélite da antiga URSS.

17/01/2019 - Andre Ribas (55 anos)

  Regular
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CONCORDO INTEGRALMENTE COM A CRÍTICA DE BRUNO CARMELO, E POR ISTO EXPONHO ABAIXO:
"Neste drama, o protagonista interpretado por Ben Kingsley constitui não apenas um criminoso de guerra perigosíssimo, e sim o mais astuto de todos – “o único que nunca foi levado à justiça”, de acordo com os letreiros iniciais. O general sem nome precisa ser ao mesmo tempo um tipo discreto em seu esconderijo, mas expansivo e malicioso com os demais; violento no combate, mas envelhecido e capaz de demonstrar compaixão pela empregada doméstica; aparentemente calado, mas tagarela assim que se encontra em local seguro. Não é difícil compreender porque o ator britânico aceitou o papel repleto de contradições. No entanto, o diretor Brad Silberling insiste em tratá-lo como um sujeito de natureza perversa, sublinhando seu cinismo e vaidade. O general se orgulha do genocídio praticado supostamente em nome da pátria, de modo que não pretende ficar preso em casa, escondido. Ele quer ser visto, reconhecido e comemorado pelos conterrâneos. Por isso, o jogo entre se proteger e se expor produz uma bela dualidade, como se o protagonista buscasse, afinal, ser capturado no intuito de receber a atenção midiática desejada. A chegada de uma empregada em sua casa, Tanja (Hera Hilmar), serve de distração para o senhor idoso, que pretende demonstrar seu lado paterno, autoritário, conquistador e machista ao mesmo tempo. Por trás de sua simplicidade, Um Homem Comum é um projeto arriscado. A estrutura teatral, com dois personagens conduzindo toda a narrativa através de diálogos, permite o olhar intimista à guerra, acomodando-se às restrições da modesta produção. No entanto, a limitação dos personagens a arquétipos – ele, a figura masculina predatória, ela, a menina ingênua e submissa – não escapa a certo fetiche romântico da época pré-movimentos MeToo e Time’s Up, em que o cinema e a sociedade permitiam relações de gênero ambíguas sem questionamento. Mesmo que a narrativa insista em tratar o general como um homem carismático, é compreensível que a abordagem de seu histórico sem a devida crítica política soe, no mínimo, condescendente. Cenas como o strip-tease de Tanja para o general (e para o público) ou o interrogatório do militar (“Onde você menstruou pela primeira vez?”) resgatam um discurso cinematográfico anacrônico. Mesmo que o roteiro tente dar mais força e atitude à garota, ela permanece frágil nos momentos cruciais, e inferior ao general rumo ao desfecho. Ou seja, o drama ainda observa as relações entre homens e mulheres com um olhar de décadas atrás, remetendo às décadas de 1980 e começo dos anos 1990, com suas imagens clichês de criminosos sendo barbeados com lâminas afiadas – a mulher teria coragem de matá-lo? – e frases de efeito do tipo “Um homem precisa de empregada”. Ben Kingsley é um ator cujo talento não precisa ser provado a mais ninguém. Entretanto, a direção e a montagem privilegiam momentos de uma brutalidade quase caricatural. Hera Hilmar, por sua vez, possui uma composição tão simples que se torna ainda mais infantil perto do homem perigoso. Ela constitui basicamente um ratinho selecionado para satisfazer o apetite da cobra, algo demonstrado à exaustão pelos diálogos. Enquanto Kingsley ostenta um estranho sotaque dos Bálcãs, Hilmar possui um sotaque britânico cristalino, ainda que ambos os personagens venham da mesma região. Tanja e o general parecem não existir na mesma época, nem na mesma geografia. Essa estranheza valoriza o duelo de opostos, porém prejudica a verossimilhança do relacionamento. A direção insiste em reduzir os espaços, apostar em planos e contraplanos, iluminação atmosférica e falsa, e avenidas estranhamente vazias, remetendo a cenários artificiais. Alguns acontecimentos convenientes, envolvendo uma ambulância e um bonde, tratam de aproximar a história das fábulas. Talvez a intenção tenha sido opor duas forças contrárias de modo a equilibrá-las e fazer com que aprendam umas com as outras – a menina se fortaleceria, o ditador mostraria seu lado humano – mas a narrativa apenas reforça o homem enquanto mitologia, virilidade e força, enquanto a mocinha ganha um desfecho pouco valorativo. Siberling enxerga a complexidade de seu anti-herói, mas não consegue deixar de admirá-lo.".

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