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- Sinopse
Contra todas as possibilidades, uma família tenta esconder as mentiras que a envolve para se manter unida. A fim de evitar dificuldades e responsabilidades que, de outra forma seriam impossíveis de suportar, a família opta por ignorar a verdade, não para ver, ouvir ou falar sobre isso. Como no jogo dos "três macacos", escolheu ignorá-las, não vê-las, ouvi-las ou falar sobre elas. Mas esse jogo invalidaria a existência dos fatos?
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- Informações Técnicas
Título no Brasil:
3 Macacos Título Original:
Üç maymun / Three Monkeys País de Origem:
Turquia / França / Itália Gênero:
Drama Classificação etária: 14 anos Tempo de Duração: 109 minutos Ano de Lançamento:
2008 Estréia no Brasil: 27/02/2009 Site Oficial:
http://3monkeysmovie.com
Estúdio/Distrib.:
Imovision Direção:
Nuri Bilge Ceylan
- Elenco
Yavuz Bingol ... Eyüp Hatice Aslan ... Hacer » Ver todo o Elenco...
- Trilha Sonora
- Imagens do Filme

- Trailers
- Comentários
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02/03/2009 Por: Froze² | | Interessante... |
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05/03/2009 Por: Glória Gomes -RJ | | A proposta é boa, mas não gostei do filme por vários motivos: falta roteiro, continuidade e falas. O longo silêncio deste filme, a falta de diálogo, são enervantes! Talvez tenha sido esta a proposta do diretor: mostrar como o silêncio afasta as pessoas e deixa margem à dúvidas, desconfianças. Este filme mostra que, para evitar encarar as pesadas provas e responsabilidades, eles escolhem ignorar a verdade, e recusam ver, ouvir ou falar sobre ela, como na fábula dos Três Macacos. |
| 3 |
30/03/2009 Por: Willis de Faria | | O título deste filme vem da história japonesa em que existem três macacos, o primeiro representado com a mão a tapar os olhos, o segundo com a mão nos ouvidos e o último com a boca tapada de modo a evitar a percepção do diabo. O grande problema destes macacos é que o diabo continua diante dos três. E a história do filme não é mais que a tradução desta fábula japonesa para a realidade contemporânea turca. Servet (Ercan Kesal) um homem de negócios na Turquia, candidato as eleições local, dirige sozinho em uma estrada praticamente deserta. É noite e ele está com sono, mas atropela uma pessoa mortalmente por acidente numa floresta e decide fugir, mas a placa do seu carro é anotada por uma testemunha. Para prevenir um escândalo decide dizer que foi o seu motorista Eyüp (Yavuz Bingol), que conduzia o carro naquele instante e propõe ao seu empregado confessar o crime em troca de uma quantidade de dinheiro avultada. Então a motorista aceita e é condenado a 8 meses de prisão pelo crime. Enquanto está na cadeia a sua mulher Hacer (Hatice Aslan) envolve-se amorosamente de forma freqüente com o empresário a troco de adiantamentos de dinheiro. O filho dos dois, Ismail (Ahmet Rifta Sungar) apesar de resistência inicial aceita calar-se porque necessitava de dinheiro. Quando Eyüp sai da prisão, a sua relação com a família torna-se um inferno silencioso. Os três sabem do que se passa, mas nenhum tem coragem em falar, em ouvir e a ver para manter a unidade familiar. É uma história complicada, mas que o cineasta filme com uma grande sensibilidade realçando os silêncios, os pensamentos e as expressões das personagens. Não é um filme de grandes diálogos, mas de inteligência e sensibilidade. O tema do filme é o silêncio, não um silêncio tranqüilo, mas um silêncio forçado e falso. Por vezes torna-se contemplativo chegando mesmo a realçar a beleza do porto de Istambul, visto de sua residência. O trabalho de fotografia deste filme é elaborado e original e o realizador usa uma vasta amplitude de ângulos de câmara na realização, mas não deixa de ser um filme sóbrio. O filme Três Macacos; é uma história sobre essa família e das decisões que venham a fazer para evitar a virada em direção a verdade, é também da sociedade sobre a nossa tendência para fechar os olhos ao que tínhamos que perceber, mas preferimos ignorar, de modo tomar decisões em nossas vidas para a imediata percepção do benefício, em vez de longo prazo. Três Macacos ganharam o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2008 e foi pré-finalista do Oscar para melhor filme estrangeiro este ano. Ele é um filme de arte dramática, com poucos diálogos, mas que as imagens por si falam. Indicado para um público amante da 7ª arte. Se você deseja ação, humor ou extravasar suas energias em filme hollywoodiano, que atinja a toda massa de público, eu não aconselho. Mas se é amante da arte cinematográfica, pode comprar o ingresso. Nota: 9,0. |
| 4 |
02/04/2009 Por: Kley | | Fiquei com vontade de assistir... |
| 5 |
27/05/2009 Por: Cintia L (31 anos) | | Ontem fui assistir ao filme aqui no RJ. Gosto de produções que fogem do estereótipo dos filmes hollywoodianos, mas confesso que fiquei um tanto decepcionada com 3 Macacos. Os pontos positivos são: o roteiro que é interessante, mas poderia ter sido explorado de outra forma, e a bela fotografia. O take da primeira cena - o carro dirigido pelo político pela estrada, a passagem pelo túnel... É sensacional. Muito bem feito mesmo. Mas pára por aí. O filme fala sobre a fábula japonesa "adaptada" para os nossos dias. Mas as longas pausas, o silêncio extremo entre os personagens são excessivos. Par falar sobre o "silêncio" não é necessário que os personagens fiquem mudos por tantos minutos. Da mesma forma que uma comédia não tem a função de fazer o espectador rir o tempo inteiro. O filme peca neste sentido... Chega ao extremo do silêncio, sem necessidade. Se o diretor dosasse as cenas, intercalasse com alguns diálogos (mesmo curtos), o filme teria um desdobramento mais envolvente. A narrativa é realmente muito lenta e o final um tanto decepcionante. Assisti num cinema frequentado por "intelectuais" e gente "cabeça", mas no final da sessão posso garantir que a grande maioria saiu da sala decepcionada e com um ponto de interrogação na testa. |
| 6 |
14/08/2009 Por: Cristina Brandão (54 anos) | | Razão e sensibilidade, nome de outro filme, mas de Ang Lee ( Dir. De Desejo e Perigo, ainda em cartaz no Rio) poderia ser um título que inspirasse esse maravilhoso # Macacos. Não conhecia o diretor Nuri Bilge Ceylan, e nunca havia visto um porto de Istambul tão lúgubre e tão poético. O drama da família de Eyup não começa com o acidente e " a troca negociada" com seu patrão, mas ela já padecia do mal da incomunicabilidade, como a do teatro do absurdo. Mãos, olhos e ouvidos tapados desde a morte do menino, o filho caçula do casal que traz uma névoa escura quer paira por todas as imagens e espelha o que se passe na alma dos personagens. As cenas que os confortam são aquelas onde o garoto é "visto" ou mesmo "acaricia" os personagens. Com ele se foi o que havia de união e ternura entre os três membros da família e, com sua partida, estão envoltos no silêncio, na tristeza e no tédio. Violentam-se, cada um à sua maneira. O rapaz, nas "baladas sangrentas ou no sono profundo", a mulher, numa paixão que já sabia que poderia levá-la à uma tragédia, o pai, vivendo longe de casa em troca de dinheiro que, ao final, não lhe traz prazer algum. A infelicidade reina. O sofrimento é infinito. O diretor conjuga muito bem os closes, os planos abertos e a tonalidade que expressa o noir, não como nos filmes de detetives e marginais, mas o noir de almas vencidas e bizarras. |
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